E.M.E.B.O.L.F.

.: Esc. Mun. de Educ. Bás. Osvaldo Ludovico Fuckner :.

PREFEITURA MUNICIPAL DE GUABIRUBA
SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO E CULTURA
ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA OSVALDO LUDOVICO FUCKNER

PROJETO POLÍTICO – PEDAGÓGICO E
PROPOSTA PEDAGÓGICA

2016

Apresentação

Os inúmeros problemas sociais e educacionais em que nos deparamos na atualidade e o verdadeiro papel da educação são motivos de ampla discussão na sociedade contemporânea. A escola, enquanto instituição formativa deve decidir-se por seus rumos e questionar constantemente sua função. Uma escola que não consegue se decidir por um projeto educacional, caminha sem direção e tem poucas chances de contribuir para a formação cidadã, atendendo aos anseios contemporâneos e ao desenvolvimento pleno das atuais e futuras gerações.
Por isso, a educação preconizada no Projeto Político-Pedagógico de nossa escola, fundamenta-se no princípio de ofertar um modelo de educação que dê conta de contribuir para a formação de cidadãos conscientes do seu papel na sociedade, através da construção, disseminação do conhecimento e (re)leitura de mundo, num processo contínuo de aprendizado envolvendo professores, alunos, funcionários e toda a comunidade.
A Proposta que ora é apresentada, prioriza a oferta de um modelo de educação que contribua para a reflexão, ação e construção de uma nova realidade social. Enfatiza também a intencionalidade da realização de um desafio: “promover ações educativas, no sentido de desvelar as causas da exclusão, de possibilitar a vivência de práticas inclusivas, tanto no que se refere ao conhecimento que é trabalhado, quanto nas formas de participação no espaço escolar”.
Portanto, sentimos a necessidade de empreender uma proposta de trabalho coletivo, a qual possa ofertar subsídios para vencer as barreiras e entraves que inviabilizam a construção de uma escola pública que eduque de fato para o exercício pleno da cidadania e seja instrumento real de transformação social. Espaço em que se aprenda a aprender, a conviver e a ser com e para os outros.
“O Plano Global estabelece todas as ações a serem desenvolvidas pela Escola. A vigência é anual (2016), mas pode ser modificada a qualquer tempo se a realidade escolar assim o exigir.”

 

1. Introdução

O Projeto Político-Pedagógico de toda escola deve ser inicialmente entendido como um processo de mudança e de antecipação do futuro, que estabelece princípios, diretrizes e propostas de ação para melhor organizar, sistematizar, significar e ressignificar as atividades desenvolvidas pela escola como um todo.
Sua dimensão político-pedagógica pressupõe uma construção participativa que envolve ativamente os diversos segmentos escolares e da sociedade. Dimensão esta que se caracteriza como um dos eixos de trabalho proposto pela nossa escola.
“Ao desenvolver o Projeto Politico-Pedagógico, as pessoas ressignificam suas experiências, refletem suas práticas, resgatam, reafirmam e atualizam valores, explicitam seus sonhos e utopias, demonstram seus saberes, dão sentido aos seus projetos individuais e coletivos, reafirmam suas identidades, estabelecem novas relações de convivência e indicam um horizonte de novos caminhos, possibilidades e propostas de ação”. (in Paulo Roberto Padilha).
Muitos problemas sociais, com os quais convivemos, são objetos de estudos na sociedade atual e a escola, como instituição formadora, não tem como desvincular-se dessas questões.
Assim, reafirmamos a importância e finalidades do Projeto Político-Pedagógico, o qual se constitui como a alma da escola, simbolizando a vida e o trabalho de todas as pessoas que fazem a educação no dia a dia (direção, equipe pedagógica, professores, alunos, pais, funcionários da escola e a comunidade em que ela está inserida).
Um dos desafios a ser enfrentado pela escola contemporânea diz respeito às mudanças proporcionadas na sociedade pelos últimos avanços tecnológicos, as quais tornaram instantânea a comunicação no planeta e globalizaram a economia em um grande mercado, onde o diferencial das nações depende da educação e a capacidade de iniciativa de suas populações.
Alguns aspectos são tidos como comuns no mundo atual, como o pluralismo político, a multiculturalidade, a intolerância nas relações inter e intrapessoais, as diferenças de classe e de oportunidades, o combate a toda forma de exclusão e a necessidade de inclusão social são dominantes, o que exige maior autonomia, novas formas de participação social e um novo tipo de formação educacional.
Por tudo isso, o Projeto Político-Pedagógico proposto pela nossa instituição, pretende possibilitar e introduzir mudanças planejadas e compartilhadas coletivamente, pressupondo um compromisso com a aprendizagem do aluno e com uma educação para a cidadania. Apresenta também como referência, envolver todos os atores desse processo numa construção coletiva, em busca da excelência da educação, partindo de valores, concepções, princípios e crenças presentes em todo o grupo e que dizem respeito ao futuro do homem e da sociedade, sua melhor maneira de adquirir, transmitir e produzir conhecimentos capazes de orientar a sua caminhada no dia a dia.
O Projeto Político-Pedagógico aqui proposto está fundamentado numa metodologia participativa, de uma responsabilidade assumida coletivamente e embasado nos pressupostos teóricos da pedagogia histórico-crítica, na qual se enfatiza os seguintes aspectos: a aprendizagem significativa, onde todo conhecimento deve ser questionado; o interesse pelas múltiplas dimensões do saber, a importância da aprendizagem para a vida e sua possível aplicabilidade para a solução dos problemas sociais.
Assim, a visão a ser trabalhada em nossa escola em relação ao conhecimento é a de que este deve responder aos desafios presentes na sociedade contemporânea, fazendo com que o aluno possa integrar o que foi aprendido na construção de uma nova realidade social, retornando à prática cotidiana com novas propostas de ação e mudanças, estabelecendo a relação prática-teoria-prática.

2. Justificativa
No contexto pós-moderno em que vivemos, surge a necessidade de uma visão geral e total, de um saber global a respeito da sociedade, sua teia de relações, instituições e suas funções. Exige-se a superação do linear, do fragmento, do unilateral. Nestes novos tempos é preciso reconhecer a necessidade da busca da reconceitualização da Escola, de sua função e de seu fazer específico. Mas, a construção de um novo conceito na relação com o já existente, só é possível num ambiente livre da inibição de colocar-se e do falar em igualdade de condições. Ocorre em ambiente democrático, lugar do divergente, da diversidade, da explicação interativa das vontades e vozes coletivas.
Entendemos a proposta político-pedagógica como um situar-se num horizonte de possibilidades na caminhada, no cotidiano, imprimindo uma direção que deriva de respostas a um feixe de indagações, tais como: que educação queremos e que tipo de cidadão desejamos para a sociedade? A direção far-se-á ao se entender e propor uma organização que se funda no entendimento compartilhado dos professores, dos alunos e demais profissionais da Escola. Surge aí, a necessidade de se ter no Projeto Político Pedagógico um permanente processo de discussão das práticas, das preocupações (individuais e coletivas), dos obstáculos aos propósitos da escola, da educação e de seus pressupostos de atuação.
É necessário que os educadores conheçam os anseios dos pais para com seus filhos, do aluno para com seu presente e futuro, e da escola para com a comunidade e sociedade de hoje e vindoura. A descoberta desses anseios e a sua documentação possibilitarão uma caminhada uniforme, mesmo entre as diferenças, e farão com que objetivos possam ser alcançados com maior eficiência.
Consideramos, portanto, a existência do Projeto Político-Pedagógico imprescindível a fim de que haja uma continuidade coerente de trabalho no universo escolar.

3. Identificação da Unidade Escolar
ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO BÁSICA OSVALDO LUDOVICO FUCKNER
Rua São Vendelino, 1302 – 88360-000 – Guabiruba – SC
Decreto Municipal – 020/2003 de 1o. de agosto de 2003
Registro no MEC – 42080347
Telefone / Fax: (47) 3354-4182
E-mail: escolaolf@guabiruba.sc.gov.br
Site: www.emebolf.com

CURSOS OFERTADOS:
Educação Infantil – Pré II e Pré III
Ensino Fundamental – 1º. ao 9º. ano
Educação Integral – Mais Educação
4. Dimensões

4.1. Dimensão Legal
A Lei Maior do Brasil projeta uma nova sociedade, um novo homem brasileiro, capaz de pensar e de refletir como sujeito independente. Nessa sociedade será fundamental respeitar o pensamento do outro, a bem de ter o seu respeitado.
No capítulo destinado à educação, a Constituição Federal invoca o “pluralismo de ideias e concepções pedagógicas” (art. 206, III) e estabelece como objetivo da Educação o “desenvolvimento da pessoa para o exercício da cidadania” (art. 205).
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394 de 20/12/96) em seu artigo 1º. assim se expressa “A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”. Logo a seguir, em consonância com os princípios constitucionais, o legislador reitera como finalidade precípua da educação “o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”
As finalidades específicas da Educação Básica encontram-se expressas na LDB nos artigos 29 e 32:
Art. 29: “A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.”
Art. 32: “O ensino fundamental, com duração mínima de nove anos, obrigatório e gratuito na escola pública, terá por objetivo a formação básica do cidadão…”

4.2. Dimensão Administrativa
A Prefeitura Municipal, por intermédio de seus dirigentes, tem o domínio administrativo da escola, sendo que, para tanto, indica e nomeia um professor para dirigir a escola e outro para realizar os trabalhos de secretaria. Ambos os cargos são considerados de confiança do Poder Público Municipal e podem ser revistos a qualquer tempo.
Todo o trabalho administrativo está vinculado à Secretaria Municipal e ao Conselho Municipal de Educação, que coordenam, em maior instância, o processo educativo.

4.3. Dimensão Financeira
O Poder Público Municipal tem por incumbência arcar com todas as despesas decorrentes de compra e manutenção de móveis, pagamento de professores e demais funcionários, energia elétrica, transporte escolar, alimentação, material de consumo, limpeza, educação física etc.
A APP (Associação de Pais e Professores), por sua vez, responsabiliza-se pelas outras despesas decorrentes do processo escolar (material de escritório, manutenção de equipamentos eletro-eletrônicos, gás, despesas com viagens, complemento da merenda, telefone, água, copiadora, impressora etc). Para isso, possui um caixa próprio que é constituído pela cobrança de mensalidades dos pais integrantes da comunidade escolar, por promoções elaboradas pela instituição e por subvenções recebidas, tais como o PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola) realizado pelo Governo Federal.

4.4. Dimensão Física
A escola situa-se numa área de 2.574 m² e sua área física é constituída da seguinte forma:

Espaço Físico                                                       Quantidade
Diretoria                                                                        1
Sala de Professores                                                      1
Laboratório de Informática                                        1
Quadra de Esportes                                                     2
Cozinha                                                                          1
Biblioteca                                                                       1
Parque Infantil                                                             1
Sanitário                                                                        4
Sanitário adequado a alunos com deficiência           2
Salas de Aula                                                               11
Sala de Educação Física                                               1
Dispensa                                                                        2
Sala para Aulas de Reforço                                         1
Sala para Educação Integral                                       1

5. Visão

5.1. Visão de Educação
Educação é um dos processos de formação da pessoa humana. Processo através do qual as pessoas se inserem na sociedade, transformando a sua realidade e a dos outros.

5.2. Visão de escola
Ambiente que leva em conta o conjunto das dimensões da formação humana, onde o conhecimento é compartilhado e sistematizado, tendo a tarefa de formar seres humanos com consciência de seus direitos e deveres.

5.3. Visão de Sociedade
Ambiente no qual o indivíduo está integrado, produzindo e reproduzindo relações sociais, problemas e propondo valores, alterando comportamentos, desconstruindo e construindo concepções, costumes e ideias, onde o natural seja pensar no bem comum.

6. Princípios metodológicos
– Criar condições para que o sujeito se construa como cidadão, enquanto constrói o conhecimento;
– criar oportunidades para que o sujeito estabeleça relações causa-efeito, conhecido-desconhecido, particular-geral e outras;
– capacitar o sujeito para a ação consciente na construção de uma personalidade madura e bem integrada;
– promover a autonomia;
– estimular a pesquisa, o raciocínio lógico, a reflexão e a criatividade;
– proporcionar atividades significativas e contextualizadas;
– promover relações interpessoais positivas.

7. Histórico da Escola
Henri Roberto Fuckner, nascido em 27 de fevereiro de 1852, em Schilesen, Alemanha, filho de Augusto Fuckner, veio para o Brasil em 1868.
Marie Schirmer, nascida em 30 de agosto de 1859, em Sacksen, Alemanha, veio para o Brasil em 1875.
Conheceram-se e casaram na cidade de Brusque no dia 30 de agosto de 1876, formando, assim, o casal Fuckner.
Marie Fuckner formou-se professora na Alemanha. Decidiu, então, em 1908, ensinar o que sabia às crianças da região juntamente com sua nora Cristina Fuckner. Desenvolveu essa missão por 20 anos.
Em 1927, seu ideal parecia ter dado um grande passo, pois havia sido consagrado um terreno para a construção de uma sala de aula próximo ao então prédio da Igreja Adventista.
Infelizmente, um ano depois, seu sonho teve que ser deixado de lado devido à abertura de uma escola estadual na localidade de Lageado Alto, distante 4 km. dali e, ainda, pela repressão aos descendentes do povo alemão em virtude da I Guerra Mundial.
Porém, o sonho de ter uma escola organizada não terminou. Após muita luta de várias pessoas da comunidade, a esperança renasce 29 anos mais tarde.
Foi 1957 o ano em que a Comunidade Adventista de Lageado Baixo teve sua igreja e escola funcionando no prédio recém-inaugurado. Era o mês de março e o professor que daria as aulas na então Escola Primária Adventista de Lageado Baixo estava a postos.
Era o professor Waldemar Fuckner que, reunindo seus primeiros alunos de 1a. a 4a. séries na única sala construída para tal, desenvolveu seu magistério durante três meses. Ainda no 1o. semestre a escola teve outro professor, José Paulo de Souza, que por sua vez também deu lugar à Professora Maierly Schmidt, que assumiu no 2o. semestre deste mesmo ano.
A primeira turma de formando de 4a. série foi deste mesmo ano. São eles: Adelina Hoefelmann, Juraci Fuckner, Erico Pollheim, Lourival Zabel, Haroldo Pollheim e Heriberto Pollheim.
A festa de formatura foi realizada no pátio da escola, com a apresentação dos formandos e entrega dos certificados.
As senhoras Dorcas fizeram um lanche, presenteado aos formandos e vendido para os convidados, revertendo o lucro às despesas da escola. Completando a festa houve uma animada social com todos os professores.
Em 1978 a Escola implantou a 5a. série do ensino de 1o. grau e, progressivamente, a cada ano uma série subseqüente, até 1981, quando apresentou a sua primeira turma de formandos de 8a. série, num esforço de igreja, escola e pais para conseguirem, com recursos próprios, a sua manutenção.
A escola se orgulha, igualmente, em apresentar aqui os nomes destes alunos: Marlete Pollheim, Levi Pollheim, Jackson Pollheim, Gilson Schirmer, Altair Schirmer, Joel Fuckner, Tânia Fuckner, Neusa Fuckner, Gisela Fuckner, Itamar Fuckner, Marise Fuckner e Gerson Zabel.
Mas foi em 1982 que a união de esforços novamente levou essa comunidade ao ânimo de construir um novo prédio escolar para abrigar um maior número de crianças e juvenis, tendo sido lançada a sua pedra fundamental. O terreno ainda não era suficiente e, por isso, o senhor Osmar Demétrio doou mais um pedaço, onde se encontra parte desta construção.
Com a colaboração de autoridades e, especificamente, da Prefeitura Municipal de Guabiruba foi feita a terraplanagem e iniciada a construção que, mesmo com muita luta e suor, teve que ser interrompida algumas vezes. Mas, com persistência e muita colaboração foi inaugurada a primeira etapa deste monumento educacional neste lugar.
Destaca-se aqui o esforço e colaboração da Comunidade Adventista de Lageado Baixo, bem como dos amigos e autoridades que muito fizeram em prol da Educação Adventista. Os anos se passaram, muitas mudanças foram efetuadas e, em 1984, a escola, num gesto de carinho e consideração pela dedicação e esforço dos pioneiros na edificação da, então, casa de cultos e prédio escolar, quis prestar uma homenagem elegendo como seu patrono e dando-lhe o seu nome de “Escola Adventista Osvaldo Ludovico Fuckner”, a quem a Comunidade Adventista de Lageado Baixo e de toda Santa Catarina tributa o seu reconhecimento. Seus filhos, hoje espalhados pelo Brasil, refletem a educação que aqui receberam.
Em 1988, por motivos financeiros, a escola voltou a oferecer apenas o curso primário à comunidade. Deixou de ser uma escola particular, para ser escola municipal mantida pela Prefeitura Municipal de Guabiruba, porém com o título de Escola Adventista e professores da mesma.
Em 1991, foi implantada na escola a Educação Infantil, sendo registrado como Jardim de Infância Adventista, onde se começou a oferecer a pré-escola. A primeira professora foi a Sra. Juliana Hang Felisbino. Mais tarde, em 1998, a escola começou a oferecer também o Jardim, com alunos de 4 e 5 anos.
Em 2002, somando esforços entre a própria escola e Prefeitura Municipal de Guabiruba, a Instituição de Ensino passou a oferecer a 5a. série, sendo que nos anos subseqüentes, progressivamente, ofereceria as demais séries do Ensino Fundamental.
No mesmo ano, devido ao crescimento populacional da escola, já havia a necessidade de ampliação do prédio escolar. Num esforço conjunto entre o diretor da escola, Professor Jailson Pollheim, e Secretária da Educação, Professora Vanete Comper, convenceu-se o Poder Público Municipal da urgência em se construir um novo prédio. No final do ano, em dezembro de 2002, iniciou-se a obra que levou 8 meses para ficar pronta. No dia 27 de julho de 2003 foi inaugurado e entregue à comunidade de Lageado Baixo o prédio escolar que hoje nos abriga.
Atualmente, a escola conta com 493 alunos distribuídos em 3 turmas de Educação Infantil e 18 de Ensino Fundamental.
No dia 09 de outubro de 2007, a escola teve inaugurada mais uma conquista: a Sala de Informática. Foram inaugurados 10 computadores, sendo que 5 foram adquiridos pela APP e 5 doados pela prefeitura em convênio com o Estado, através do Projeto Beija-Flor. A partir deste momento, os estudantes e a comunidade passaram a ter aulas de Informática inteiramente gratuitas. Além disso, a escola passou a possuir mais uma ferramenta para fomentar a pesquisa.
Nos anos de 2009 e 2010 foram construídas as duas quadras de esporte da escola, oportunizando, desta forma, melhores condições de prática desportivas aos estudantes da escola.
No ano de 2012, a escola, através de iniciativa e financiamento da APP, passou a contar com um sistema de vigilância, sendo instaladas 16 câmeras em vários pontos estratégicos da escola e nas salas de aula.
Em 2013, a equipe gestora do educandário passou a contar com o apoio de mais um funcionário. A Secretaria Municipal de Educação contemplou as escolas de educação básica com orientadores pedagógicos. A primeira orientadora pedagógica da Escola Osvaldo Ludovico Fuckner foi a professora Joice Hoefelmann.
Em 2014, a escola foi completamente revitalizada. A obra contou com recursos da Secretaria Municipal de Educação e APP. Foram realizadas as seguintes obras no educandário: pintura de todo a escola, melhorias no sistema de esgoto, reforma do telhado, colocação de piso nos corredores, construção de uma despensa, reforma e pintura do parque infantil. Além disso, a APP ainda contribuiu com seis aparelhos de ar condicionado, concluindo o projeto iniciado em 2012. Desta forma, todas as dependências da escola estavam contempladas com este equipamento.
A escola foi, em 2015, pioneira na questão da gestão democrática. Neste ano, foi empossada a diretoria do Grêmio Estudantil Osvaldo Ludovico Fuckner, o primeiro grêmio da rede de ensino municipal. Sua presidenta: Damilys Letícia Storki Machado.
Em 2016, a Escola Osvaldo Ludovico Fuckner mais uma vez inovou na educação guabirubense. Neste ano, através de uma parceria MEC – SEME – Escola foi instituída a Educação Integral no educandário. O Programa Mais Educação atendeu, inicialmente, a cerca de cem estudantes através de oficinas de Apoio Pedagógico, Horta e Pomar Escolar, Jornal Escolar e Esportes. A professora Marlete Pollheim Hoefelmann foi designada para ser a coordenadora do programa na escola. As oficinas, pagas com verbas do MEC repassadas à Associação de Pais e Professores, tiveram por monitores a professora aposentada Claudete Pollheim Porto no Apoio Pedagógico; Priscila Devai Martins Fuckner, na Horta e no Jornal Escolar; Andres Mateus Nagel, nos Esportes e na Horta; e Lucas Pereira, auxiliando durante o almoço.
Seu atual diretor, Professor Alfred Nagel Neto, juntamente com os professores e demais funcionários, não mede esforços para continuar oferecendo à comunidade um ensino de qualidade. Para tanto, conta com o apoio da Prefeitura Municipal e Secretaria da Educação do município de Guabiruba, que mantém a entidade; além dos esforços da Associação de Pais e Professores e do Conselho Escolar, oferecendo, assim, estudo gratuito para todos os alunos.
Para constar, seguem os nomes dos respectivos professores para cada ano de ensino da referida instituição:

1957
Waldemar Fuckner
José Paulo de Souza
Maierly Schmidt

1958-1961
Agostinho Martinez

1962
Agostinho Martinez
Vilma Gonçalves

1963
Vilma Gonçalves
Querino Zabel
Waldemar Fuckner

1964 e 1965
Hirman K. Melo

1966 e 1967
Adenir de Oliveira

1968 a 1971
Juraci da Maia Zabel

1972
Juraci da Maia Zabel
Roseli dos Santos

1973
Roseli dos Santos

1974
Teresa Fuckner

1975
Teresa Fuckner
Ursula Knocker
1976
Teresa Fuckner

1977
Teresa Fuckner
Pedro Rosa dos Santos

1978
Pedro Rosa dos Santos
Suzzi Silva dos Santos
Ursula Knocker
Claudete Pollheim

1979
Josias Borges Vargas
Eurico Muniz
Ursula Knocker
Claudete Pollheim

1980
Petronílio dos Santos
Rita dos Santos
Erica dos Santos
Ursula Knocker

1981
Juraci Zabel
Erica Fuckner
Marli V. Martins
Ursula Knocker
Iria Schirmer

1982
Juraci Zabel
Erica Fuckner
Claudete Pollheim
Ursula Knocker

1983
Valdori Locatelli
Erica Fuckner
Claudete Pollheim
Ursula Knocker

1984
Valdori Locatelli
Erica Fuckner
Claudete Pollheim
Ursula Knocker
Eliseu Calson

1985
Valdori Locatelli
Solange do Prado Zabel
Claudete P. Porto
Eliseu Calson
Juçara Denise Pollheim
Solange P. Löschner

1986
Eliseu Calson
Juçara Denise Pollheim
Claudete P. Porto
Janir Marileia Pollheim
Ursula Knocker
Iria Calson
Marlete Pollheim
Joel Fuckner

1987
Eliseu Calson
Marlete Pollheim
Juçara D. Pollheim
Claudete P. Pollheim
Janir Marileia Pollheim
Rosa Ana Pollheim
Maria Nita Paim
Ursula Knocker

1988
Claudete Pollheim Porto
Marlete P. Hoefelmann
Juçara D. Pollheim

1989
Claudete Pollheim Porto
Marlete P. Hoefelmann
Juçara D. Pollheim

1990
Claudete Pollheim Porto
Marlete P. Hoefelmann
Juçara D. Pollheim
Sonia Zabel

1991
Claudete Pollheim Porto
Marlete P. Hoefelmann
Juçara D. Pollheim
Juliana Felisbino

1992
Claudete Pollheim Porto
Marlete P. Hoefelmann
Sonia Zabel
Rosa Ana Pollheim Heffelmann
Juçara D. Pollheim

1993 – 1997
Claudete Pollheim Porto
Marlete P. Hoefelmann
Sonia Zabel
Rosa Ana Pollheim Heffelmann
Janir Marileia Pollheim
Juraci da Maia Zabel
Tânia Pollheim – servente

1998
Jailson Pollheim – Diretor
Claudete Pollheim Porto – 1a. Série
Marlete P. Hoefelmann – 3a. Série
Sonia Zabel Hoefelmann – Pré-escola
Rosa Ana Pollheim Heffelmann – 4a. Série
Janir Marileia Pollheim – 2a. Série
Wellington Fuckner – Educação Física
Adriana L. L. Fuckner – Pré-escola
Daniela de O. F. Pollheim – Jardim III
Zenaide Prange – servente
1999
Jailson Pollheim – Diretor
Claudete Pollheim Porto – 1a. Série
Marlete P. Hoefelmann – 3a. Série
Sonia Zabel Hoefelmann – Pré-escola
Rosa Ana Pollheim Heffelmann – 4a. Série
Janir Marileia Pollheim – 2a. Série
Wellington Fuckner – Educação Física
Adriana L. L. Fuckner – Pré-escola
Daniela de O. F. Pollheim – Jardim III
Jean do Prado Fuckner – Educação Física
Zenaide Prange – servente

2000
Jailson Pollheim – Diretor
Claudete Pollheim Porto – 1a. Série / Jardim II
Marlete P. Hoefelmann – 3a. Série
Sonia Zabel Hoefelmann – Pré-escola
Rosa Ana Pollheim Heffelmann – 4a. Série
Janir Marileia Pollheim – 2a. Série
Daniela de O. F. Pollheim –
Jean do Prado Fuckner – Educação Física
Charlene Samara Soares – 1a. Série
Zenaide Prange – servente

2001
Jailson Pollheim – diretor
Claudete Pollheim Porto – 1a. Série e Jardim III
Marlete P. Hoefelmann – 3a. Série
Sonia Zabel Hoefelmann – Pré-escola
Rosa Ana Pollheim Heffelmann – 4a. Série
Janir Marileia Pollheim – 2a. Série e Jardim II
Juraci da Maia Zabel – 4a. Série
Sandra Mara Garcia Vieira – Servente

2002
Jailson Pollheim – Diretor
Claudete Pollheim Porto – Jardim III e 4a. Série
Marlete P. Hoefelmann – 1a. Série
Sonia Zabel Hoefelmann – Jardim II e Pré-escola
Rosa Ana Pollheim Heffelmann – 2a. Série
Janir Marileia Pollheim – 1a. e 3a. Série
Daniela de O. F. Pollheim – Ciências
Claiton Pollheim – Educação Física
Simoni Cristina Wanat – História
Rosana Comper Pollheim – Secretária
Neusa Fuckner Pollheim – Artes
Malton de Oliveira Fuckner – Português
Leandro Alfarth – Inglês
Rosangela M. Schaefer – Religião e Artes
Andréa Mariley Moser – Ciências
Joice Hoefelamann – Matemática
Cristiano Pollheim – Ciências e História
Marilete Silveira Condori – 4a. Série
Sandra Mara Garcia Vieira – Servente
Silveney V. Schirmer – Servente

2003
Jailson Pollheim – Diretor
Claudete Pollheim Porto – Jardim III e 2a. Série
Marlete P. Hoefelmann – 1a. Série
Sonia Zabel Hoefelmann – Pré-escola e 2a. Série
Rosa Ana Pollheim Heffelmann – Jardim II
Janir Marileia Pollheim – 3a. e 4a. Série
Sandra Mara Garcia Vieira – Religião e Ciências
Cristiano Pollheim – História
Rosana Comper Pollheim – Secretária
Diná Maria Vicentini – Inglês e Geografia
Eunice F. Schirmer – 1a. Série
Lisete Paschoal – Português e Ciências
Neusa Fuckner Pollheim – Artes
Joice Hoefelmann – Matemática e Artes
Letícia do Prado Zabel – Educação Física
Silveney Vieira Schirmer – Servente
Sonia Silva Santos – Servente
Salvelina Rezini – Servente
Niclanda H. Pollheim – Servente
Isolete Löschner
Lílian Dalva Z. Zimermann

2004
Jailson Pollheim – Diretor
Marlete P. Hoefelmann – 1a. Série, Geografia e Religião
Sonia Zabel Hoefelmann – Pré-escola e 3a. Série
Rosa Ana Pollheim Heffelmann – Jardim II e 4a. Série
Janir Marileia Pollheim – Bibliotecária e Coordenadora
Sandra Mara Garcia Vieira – Pré-escola
Cristiano Pollheim – Matemática
Rosana Comper Pollheim – Secretária
Carina Aparecida Benvenutti – História e Artes
Eunice F. Schirmer – 1a. Série
Lisete Paschoal – Português
Neusa Fuckner Pollheim – Música
Carla Westarb – Inglês
Letícia do Prado Zabel – Educação Física, Inglês e Jardim III
Marilene Pollheim Fuckner – Servente
Sonia Silva Santos – Monitora
Lílian Dalva Z. Zimermann – Servente
Isolete Löschner – Servente
Thomaz Nagel – Ciências
Francieli Comper – 3a. Série
Daniela de Oliveira Fuckner Pollheim – 2a. Série
Vagner Hoefelmann – Educação Física
Ivone Marcílio – Servente

2005
Alfred Nagel Neto – Diretor
Marlete P. Hoefelmann – Secretária
Niclanda H. Pollheim – Servente
Janir Marileia Pollheim – 1a. e 4a. Série
Rosa Ana Polheim Heffelmann – Pré-escola e 3a. Série
Sonia Zabel Hoefelmann – Pré-escola e 3a. Série
Jailson Pollheim – Educação Religiosa e Língua Portuguesa
Cristiano Pollheim – Matemática e Ciências
Daniela de Oliveira Fuckner Pollheim – 2a. Série
Eunice F. Schirmer – Jardim III
Francieli Comper – 2a. e 4a. Série
Letícia do Prado Fuckner Zabel – Educação Física
Carina Aparecida Benvenutti Sgrott – História
Tânia Comper – Servente
Vagner Hoefelmann – Educação Física
Thomaz Nagel – Ciências
Ivone R. Marcílio – Servente
Isolete L. Pollheim – Servente
Veluma Westarb – Inglês
Hamurabi da Silva – Artes
Lucimara Schlindwein – Ciências e Geografia
Danusa Vilena dos Santos – Jardim II
Joice Hoefelmann – 1a. Série
Mônica Riffel
Sonia Silva Santos
Lílian Dalva Z. Zimermann

2006
Alfred Nagel Neto – Diretor
Marlete Pollheim Hoefelmann – Secretária
Ivone Roling Marcílio – Servente
Niclanda Hein Pollheim – Servente
Isolete Löschner Polheim – Servente
Tânia Aparecida Comper – Servente
Alvina Ebel – Servente
Veluma Westarb – Inglês
Márcia C. Nogueira – Artes (5a. a 8a.)
Claudete Pollheim Porto – Aulas de Reforço
Janir Marileia Pollheim – 1a. e 4a. séries
Rosa Ana Pollheim Heffelmann – 3a. série
Francieli Comper – 2a. e 4a. séries
Eunice F. Schirmer – Jardim III e 2a. Série
Sônia Zabel Hoefelmann – Pré-Escolar e 3a. Série
Vágner Hoefelmann – Educação Física (5a. a 8a.)
Jaílson Pollheim – Língua Portuguesa
Danusa Vilena dos Santos – Pré-Escolar
Daniela de Oliveira Fuckner Pollheim – 1a. série
Letícia do Prado Fuckner Zabel – Educação Física (1a. a 4a.)
Carina Aparecida Benvenutti Sgrott – História
Maria Simone Fischer – Geografia e Ciências
Jaqueline Olinda dos Santos – Artes (1a. a 4a.)
Marcelo do Nascimento – Matemática
Daiane Nara Vicentini – Jardim II
Lucimara Schlindwein – Ciências
Alexandre Becker – Matemática
Sandra Garcia Vieira – Artes
Cléber Pollheim – Educação Física (1a. e 4a.)

2007
Alfred Nagel Neto – Diretor
Marlete Pollheim Hoefelmann – Secretária
Ivone Roling Marcílio – Servente
Isolete Löschner Pollheim – Servente
Niclanda Hein Pollheim – Servente
Maria das Dores Romani – Servente
Alvina Ebele – Servente
Claudete Pollheim Porto – Aulas de reforço
Carline Schlindwein Batschauer – Informática
Mara Cristina Löschner Dalbosco – Educação Física (1a. a 4a.)
Regiane Debatin – Artes (1a. a 4a.)
Sônia Zabel Hoefelmann – Pré II e Pré III
Francieli Comper Dalbosco – 1a. Série
Jaílson Pollheim – 2a. e 4a. séries
Diná Maria Vicentini Siegel – 2a. Série
Janir Mariléia Pollheim – 3a. Séries
Daniela de Oliveira Fuckner Pollheim – 4a. Série
Marília Haag – Língua Portuguesa
Sandra Mara Garcia Vieira – Língua Portuguesa e Geografia
Marcelo do Nascimento – Matemática
Cristiano Pollheim – História e Artes
Maria Simone Fischer – Geografia
Thomaz Nagel – Ciências
Vágner Hoefelmann – Educação Física
Thaíse Pollheim – Artes
Jaqueline Baron – Religião
Joice Hoefelmann – Matemática
Veluma Westarb – Inglês
Lucimara Schlindwein – Ciências
Carina Aparecida Benvenutti Sgrott – História

2008
Alfred Nagel Neto – Diretor
Marlete Pollheim Hoefelmann – Secretária
Ivone Roling Marcílio – Servente
Isolete Löschner Pollheim – Servente
Niclanda Hein Pollheim – Servente
Maria das Dores Romani – Servente
Ivanir Rodrigues – Servente
Claudete Pollheim Porto – Aulas de reforço
Camila Hoefelmann – Informática
Francieli Comper Dalbosco – 1a. Série
Janir Mariléia Pollheim – 2ª. Série
Daniela de Oliveira Fuckner Pollheim – 3ª. e 4ª. Séries A
Jaílson Pollheim – 3ª. e 4ª. Séries B
Marília Haag – Língua Portuguesa
Sandra Mara Garcia Vieira – Língua Portuguesa, História e Religião
Marcelo do Nascimento – Matemática
Édson Osvaldo Fuckner – Matemática
Carina Aparecida Benvenutti Sgrott – História
Lucimara Schlindwein – Geografia
Vagner Hoefelmann – Educação Física
Letícia do Prado Fuckner Zabel – Educação Física
Róbson Erthal – Educação Física
Veluma Westarb – Inglês
Thaíse Alexandra Pollheim – Artes
Jaqueline Baron – Artes
Carlene Dalbosco – Ciências
Jair Soares de Oliveira – Ciências
Carine Schumacher – Educação Infantil
Joice Hoefelmann – Educação Infantil

2009
Alfred Nagel Neto – Diretor
Marlete Pollheim Hoefelmann – Secretária
Ivone Roling Marcílio – Servente
Isolete Löschner Pollheim – Servente
Niclanda Hein Pollheim – Servente
Maria das Dores Romani – Servente
Jocelina Santos – Servente
Claudete Pollheim Porto – Secretaria
Camila Hoefelmann – Informática
Marina Schlindwein Baron – 1º. ano
Daniela de Oliveira Fuckner Pollheim – 2º. Ano B e 4ª. Série A
Jaílson Pollheim – 2º. Ano A e 4ª. Série B
Janir Mariléia Pollheim – 3º. ano
Ana Maria de Souza Wippel – Artes (Séries Iniciais)
Letícia do Prado Fuckner Zabel – Educação Física (Séries Iniciais)
Lisiane Rossato Moro – Educação Física (Séries Iniciais)
Maraíza Leão – Língua Portuguesa
Priscila Fuckner – Língua Portuguesa
Marcelo do Nascimento – Matemática
Édson Osvaldo Fuckner – Matemática
Carina Aparecida Benvenutti Sgrott – História
Lucimara Schlindwein – Geografia e História
Vagner Hoefelmann – Educação Física
Veluma Westarb – Inglês
Thaíse Alexandra Pollheim – Artes
Carlene Dalbosco – Ciências
Thomaz Nagel – Ciências
Jair Soares de Oliveira – Geografia
Rute Fuckner – Religião
Rosa Ana Pollheim Heffelmann – Educação Infantil
Joice Hoefelmann – Educação Infantil
Sônia Zabel Hoefelmann – Reforço

2010
Alfred Nagel Neto – Diretor
Marlete Pollheim Hoefelmann – Secretária
Ivone Roling Marcílio – Servente
Isolete Löschner Pollheim – Servente
Niclanda Hein Pollheim – Servente
Zenaide Ermelino Pollheim – Servente
Roseli Aparecida Gonçalves – Servente
Rosângela Moretti – Servente
Claudete Pollheim Porto – Secretaria
Sônia Zabel Hoefelmann – Reforço
Wágner Fischer Westarb – Monitor Informática
Rosa Ana Pollheim Heffelmann – Educação Infantil
Joice Hoefelmann – Educação Infantil
Marina Schlindwein Baron – 1º. ano
Daniela de Oliviera Fuckner Pollheim – 2º. ano A
Valdete do Vale Santos – 2º. ano B
Jaílson Pollheim – 3º. ano A
Isabel Voss Teixeira – 3º. ano B
Janir Mariléia Pollheim – 4º. anos A e B
Márcia Hochsprung Watanabe – Educação Física (E.I. e S.I.)
Mara Löschner Dalbosco – Educação Física (E.I.)
Silmara S. Schlindwein – Artes (Séries Iniciais)
Gustavo Couto de Carvalho – História
Carlene Dalbosco – Ciências
Felipe Couto de Carvalho – Matemática
Marcelo do Nascimento – Matemática
Veluma Westarb – Inglês
Luciana Schlindwein – Inglês
Marília Haag – Português
Gabriela Schlindwein – Português
Jaqueline Baron – Geografia
Cínthia Fürbringer – Geografia
Jair Soares de Oliveira – Artes e Religião
Aledusa Seibert – Artes
Sheila Fuckner – Religião
Vágner Hoefelmann – Educação Física

2011
Rosa Ana Pollheim Heffelmann – Pré II-A e Pré III-A
Joice Hoefelmann – Pré II-B e Pré III-B
Altair Farias Júnior – Educação Física (Pré II-B)
Márcia Watanabe – Educação Física (Pré II-A ao 5º.)
Janir Marileia Pollheim – 1º. Anos A e B
Juliana Tridapalli – 2º. Ano
Daniela O. F. Pollheim – 3º. Ano A
Valdete do Vale Santos – 3º. Ano B
Marina Schlindwein Baron – 4º. Anos A e B
Jaílson Pollheim – 5º. Ano A
Susan Heffelmann – 5º. Ano B
Wágner Westarb – Informática
Sônia Zabel Hoefelmann – Reforço (1º. ao 5º. Ano)
Leide L. E. Moreira – Artes (1º. ao 5º.)
Marília Haag – Língua Portuguesa (5ª., 6ª. A, 7ª. e 8ª.)
Gabriela Schlindwein – Língua Portuguesa (6ª. B e C)
Marcelo do Nascimento – Matemática (7ª. A e B, 8ª. A e B)
Felipe de Carvalho – Matemática (5ª., 6ª. e Aceleração)
Lucimara Schlindwein – História
Cínthia Fürbringer – Geografia
Vagner Hoefelmann – Educação Física
Veluma Westarb – Inglês (5ª. a 8ª.)
Luciana Schlindwein – Inglês (4º., 5º. e Aceleração)
Aledusa Seibert – Artes
Carlene Dalbosco – Ciências
Ivone Marcílio, Roseli Gonçalves, Isolete Pollheim, Niclanda Pollheim e Helena Voss Zimermann – Serventes
Claudete Pollheim Porto – Biblioteca / Projetos
Luciano Fuckner – Fanfarra
Marlete Pollheim Hoefelmann – Secretária
Alfred Nagel Neto – Diretor

2012
Rosa Ana Pollheim Heffelmann – Pré II-A e Pré III-A
Maria de Fátima Pereira – Pré III-B
Susiane P. Hodecker – Contação de Histórias
Elaine Cecato – Artes (Educação Infantil)
Kátia Schmitt – Informática
Letícia do Prado Fuckner Zabel – Hora de Brincar
Márcia Watanabe – Educação Física (Pré II-A ao 5º.)
Janir Marileia Pollheim – 1º. Anos A e C
Joice Hoefelmann – 1º. Ano B e 5º. Ano B
Daniela de Oliveira Fuckner Pollheim – 2º. Ano A
Jéssica Pollheim – 2º. Ano B
Susan Heffelmann – 3º. Anos
Marina Schlindwein Baron – 4º. Anos
Jaílson Pollheim – 5º. Ano A
Wágner Westarb – Monitor de Informática
Sônia Zabel Hoefelmann – Reforço (1º. ao 5º. Ano)
Ariana Aparecida de Liz – Artes (1º. ao 5º.)
Marília Haag – Língua Portuguesa
Marcelo do Nascimento – Matemática (6º. Anos e 7ª. Séries)
Freddy Vinícius da Costa – Matemática (6ª. Série e 8ª. Séries)
Lucimara Schlindwein – História e Religião (6ª. a 8ª. Séries)
Cínthia Fürbringer – Geografia
Vagner Hoefelmann – Educação Física
Veluma Westarb – Inglês (6º. Anos, 7ª. e 8ª. Séries)
Luciana Schlindwein – Inglês (4º., 5º. e 6ª. Série)
Gustavo Couto de Carvalho – Artes
Carlene Dalbosco – Ciências
Avanilda A. de Carvalho – Religião (6º. Anos)
Ivone Marcílio, Roseli Gonçalves, Isolete Pollheim, Niclanda Pollheim e Donizete Gums – Serventes
Claudete Pollheim Porto – Biblioteca / Projetos
Marlete Pollheim Hoefelmann – Secretária
Alfred Nagel Neto – Diretor

2013
Rosa Ana Pollheim Heffelmann – Pré II e Pré III
Mônica Riffel – Contação de Histórias
Altair Farias Júnior – Educação Física (Pré II ao 5º.)
Huened Katlin Coelho – 1º. anos A e B
Priscila Demétrio – 2º. ano A
Adriana do Nascimento – 2º. ano B
Fernanda Rocha – 2º. ano C
Jair Soares de Oliveira – 3º. ano A
Jéssica Pollheim – 3º. ano B
Susan do Amaral Heffelmann – 4º. ano
Araci Helena Soares Wilbert – 5º. anos A e B
Márcia Maria Demétrio – Artes (Pré ao 5º. ano)
Thuany Susan Pollheim – Inglês (1º. ao 5º. ano)
Camila Hoefelmann de Lima – Monitora de Informática
Janir Marileia Pollheim – Reforço (1º. ao 5º. Ano)
Jaílson Pollheim – Língua Portuguesa (7ª. e 8ª. séries)
Elisabeth Bueno Backes – Língua Portuguesa (6º. e 7º. anos)
Freddy Vinícius da Costa – Matemática (6º. e 7º. anos e 8ª. Séries)
Leandro Felipi da Silva – Matemática (7ª. séries)
Dioney Sartor – História
Cínthia Fürbringer – Geografia
Vagner Hoefelmann – Educação Física
Veluma Westarb – Inglês (7º. Anos e 8ª. Séries)
Odair José Demétrio – Inglês (6º. anos e 7ª. séries) e Religião
Michelle Pollheim Schirmer – Artes
Carlene Dalbosco – Ciências
Sueli A. Kolodi – Servente
Roseli Gonçalves – Servente
Isolete Pollheim – Servente
Niclanda Pollheim – Servente
Donizete Gums – Servente
Diomara A. S Moraes – Cuidadora
Rafaela dos Santos – Professora de Inclusão
Joice Hoefelmann – Orientadora Educacional
Daniela de Oliveira Fuckner Pollheim – Secretária
Alfred Nagel Neto – Diretor

2014
Rosa Ana Pollheim Heffelmann – Pré II e Pré III – A
Priscila Demétrio – Pré III – B
Mônica Riffel – Contação de Histórias
Altair Farias Júnior – Educação Física (Pré II ao 4º.)
Huened Katlin Coelho – Professora de Inclusão
Araci Helena Soares Wilbert – 1º. e 5º. ano
Susan do Amaral Heffelmann – 2º. ano A e 3º. ano B
Michelle Pollheim Schirmer – 2º. ano B
Jair Soares de Oliveira – 3º. ano A
Adriana do Nascimento – 3º. ano C
Marlete Pollheim Hoefelmann – 4º. anos A e B
Márcia Maria Demétrio – Artes (Pré ao 5º. ano)
Thuany Susan Pollheim – Inglês (Anos Iniciais e 6º. e 7º. anos e 8ª. série))
Camila Hoefelmann de Lima – Monitora de Informática
Janir Marileia Pollheim – Reforço (1º. ao 5º. Ano)
Jaílson Pollheim – Língua Portuguesa (7º. ano e 8ª. série)
Tainara Coelho – Língua Portuguesa (6º. e 8º. anos)
Freddy Vinícius da Costa – Matemática
Cristiano Pollheim – História
Cínthia Fürbringer – Geografia
Vagner Hoefelmann – Educação Física (5º. ano e anos finais)
Veluma Westarb – Inglês (7º. e 8º. Anos)
Carlene Dalbosco – Ciências
Rosineia Soares de Souza – Servente
Roseli Gonçalves – Servente
Isolete Pollheim – Servente
Niclanda Pollheim – Servente
Donizete Gums – Servente
Joice Hoefelmann – Orientadora Educacional
Daniela de Oliveira Fuckner Pollheim – Secretária
Alfred Nagel Neto – Diretor

2015
Araci Helena Soares Wilbert – Pré I e II
Rosa Ana Pollheim Heffelmann – Pré III
Adriana Kohler – Contação de história
Eliza Stedile Ebel – Contação de história
Diná Maria Vicentini Siegel – 1º anos
Adriana Soares Oexsler do Nascimento – 2º ano
Jair Soares de Oliveira – 3º ano A
Catiane Buss Dalcegio – 3º ano B
Raquel Regina Rothermel – 3º ano C
Alex Lennon de Souza – 4º ano A
Susan do Amaral Heffelmann – 4º ano B e C
Marlete Pollheim Hoefelmann – 5º anos
Tainara Coelho – Língua Portuguesa (6º ano A e B, 7º ano C e 8º anos)
Jaílson Pollheim – Língua Portuguesa (7º ano A e B e 9º anos)
Carlene Dalbosco – Ciências (7º ano A, 8º ano A e B e 9º anos)
Diana Ebele Horst – Ciências (6º anos)
Éderson Carlos de Camargo Júnior – Ciências (7º ano B e C)
Cristiano Pollheim – História e Religião
Vágner Hoefelmann – Educação Física (5º anos e anos finais)
Cínthia Fürbringer – Geografia (6º anos, 7º ano A, 8º ano A e 9º anos)
Rosane Golynski Nogueira – Geografia (7º ano B e C e 8º ano A)
Freddy Vinícius da Costa – Matemática (6º anos e 9º anos)
Pedro André Gastaldi – Matemática (7º anos e 8º anos)
Thuany Susan Pollheim – Inglês
Gilberto Debatin Júnior – Artes (Anos Finais)
Vanderlei Hoefelmann – Artes (Educação Infantil e Anos Iniciais)
Altair Farias Júnior – Educação Física (Educação Infantil a 4º anos)
Camila Hoefelmann de Lima – Informática
Janir Marileia Pollheim – Apoio Pedagógico
Ane Luíse Nagel – Cuidadora
Niclanda Hein Pollheim – Cozinheira
Isolete Löschner Pollheim – Cozinheira
Donizeti C. M. Gums – Servente
Roseli Aparecida Gonçalves – Servente
Sueli Aparecida Kolodi – Servente
Joice Hoefelmann – Orientadora Pedagógica
Daniela de Oliveira Fuckner Pollheim – Secretária
Alfred Nagel Neto – diretor

2016
Rosa Ana Pollheim Heffelmann – Pré II A e Pré III
Márcia Maria Demétrio da Silva – Pré II B
Naiara Cristina de Lima Andrade – Contação de histórias
Thaíse Alexandra Pollheim – Contação de história e 5º ano B
Susan do Amaral Heffelmann – 1º ano e 4º ano B
Alex Lennon de Souza – 2º ano
Michele Pollheim Schirmer – 3º anos A e B
Diná Maria Vicentini Siegel – 4º anos A e C
Jair Soares de Oliveira – 5º ano A
Tatiane Coelho – Língua Inglesa (Anos Finais)
Jaílson Pollheim – Língua Portuguesa
Carlene Dalbosco – Ciências
Thiago Disner Dal Sasso – Ciências
Cristiano Pollheim – História
Lucimara Schlindwein – História
Vágner Hoefelmann – Educação Física
Altair Farias Júnior – Educação Física
Cínthia Fürbringer – Geografia
Rosane Golynski Nogueira – Geografia
Freddy Vinícius da Costa – Matemática
Pedro André Gastaldi – Matemática
Thuany Susan Pollheim – Língua Portuguesa e Língua Inglesa (Anos Inciais)
Gilberto Debatin Júnior – Artes (Anos Finais)
Vanderlei Hoefelmann – Artes (Educação Infantil e Anos Iniciais)
Alan Rodrigo Rocha – Religião
Camila Hoefelmann de Lima – Informática
Janir Marileia Pollheim – Apoio Pedagógico
Ane Luíse Nagel – Cuidadora
Niclanda Hein Pollheim – Cozinheira
Isolete Löschner Pollheim – Cozinheira
Donizeti C. M. Gums – Servente
Roseli Aparecida Gonçalves – Servente
Sueli Aparecida Kolodi – Servente
Marlete Pollheim Hoefelmann – Coordenadora Mais Educação
Joice Hoefelmann – Orientadora Pedagógica
Daniela de Oliveira Fuckner Pollheim – Secretária
Alfred Nagel Neto – diretor

8. Oferta de Cursos e Turmas

Sala        Período            Turma                    Número de alunos
4          Matutino            9º. A                                  31
4        Vespertino           6º. A                                  25
5          Matutino            9º. B                                  22
5        Vespertino           6º. B                                  28
6          Matutino            7º. A                                  20
6        Vespertino           8º. A                                  18
7          Matutino            7º. B                                   22
7         Vespertino          8º. B                                   21
9          Matutino            2º.                                      22
9         Vespertino          8º. C                                  20
11          Matutino           3º. A                                   14
11         Vespertino         3º. B                                   18
12          Matutino           5º. A                                   26
12         Vespertino         5º. B                                   27
13          Matutino           4º. A                                   17
13         Vespertino         4º. C                                   24
14          Matutino           4º. B                                   18
14         Vespertino         1º.                                       24
15          Matutino          Mais Educação                   50
15         Vespertino        Mais Educação                   50
16          Matutino          Pré III                                 17
16         Vespertino        Pré II A                               15
18         Vespertino        Pré II B                               15

8.1. Modalidades
– Educação Infantil
– Ensino Fundamental
– Educação Integral

9. Caracterização da População

9.1. Pais e Alunos
Nossa comunidade escolar é caracterizada, em sua maioria, por famílias advindas das classes média e baixa, cuja renda oscila de um a três salários mínimos, residindo grande parte na zona urbana (cerca de 90%).
Boa parte dos alunos atendidos pela nossa escola faz uso do transporte escolar. Nosso município é caracterizado como um dos que apresentam maior índice de desenvolvimento humano (IDH). Contudo, esta realidade não se reflete no bairro em que a escola está situada.
A participação dos pais na nossa escola é ainda uma meta a ser aprimorada pela nossa instituição, embora busquem participar das reuniões destinadas a discussões sobre interesse geral ou quando se trata exclusivamente de questões pedagógicas, ou seja, sobre o rendimento escolar dos filhos, dentre outros assuntos. A escolaridade dos pais de nossos alunos varia do analfabetismo ao curso superior sendo que, em sua maioria, possui o Ensino Fundamental incompleto.
No ano letivo de 2016 foram matriculados 444 alunos no colégio, sendo que desta totalidade 397 alunos no Ensino Fundamental e 47 na Educação Infantil nos dois períodos em que a escola encontra-se em funcionamento.
A faixa etária dos alunos atendidos por nosso estabelecimento de ensino varia de 4 a 17 anos de idade. Temos alunos adolescentes que são trabalhadores devido à necessidade de complementação da renda familiar.

9.2. Professores e Funcionários
A Escola Municipal de Educação Básica Osvaldo Ludovico Fuckner possui atualmente um quadro de funcionários atuantes em funções administrativas e docentes. A escola possui em sua demanda a função de Diretor, de Secretária, de Orientadora Pedagógica, uma Coordenadora do Programa Mais Educação, duas cozinheiras, três serventes, uma professora para Aulas de Reforço, uma cuidadora, um Monitor de Informática e vinte e seis professores nas diversas turmas e disciplinas, distribuídos ao longo dos dois períodos de funcionamento da escola.

10. Objetivos Gerais
– Conquistar maior autonomia para a unidade escolar, abrindo possibilidades para a realização de experiências inovadoras, ousadas e desafiadoras;
– Organizar e desenvolver situações de ensino: reconhecendo e respeitando diferenças relacionadas a fatores tais como nível sócio-econômico, cultura, etnia, gênero, religião e outros; formulando objetivos de ensino contextualizados, possíveis de serem atingidos e expressos com clareza; selecionando conteúdos e estratégias de ensino e aprendizagem adequadas às condições dos alunos e aos objetivos pretendidos; planejando instrumentos de avaliação diversificados, que sejam capazes de captar a gama de resultados obtidos com situações criadas e experiências vivenciadas;
– Utilizar os conhecimentos sobre a realidade econômica, cultural, política e social, para compreender o contexto em que está inserida a prática educativa, explicando as relações entre o meio social e a educação e comprometendo-se com a transformação dessa realidade.

11. Objetivos Específicos
– Colaborar na formulação de propostas de intervenção pedagógica voltadas para a reorganização do trabalho escolar, tendo em vista o progresso e sucesso de todos os alunos da escola;
– Possibilitar o uso pedagógico das novas tecnologias de informação e de comunicação, na ação docente;
– Subsidiar a elaboração e execução de projetos, comprometendo-se com o desenvolvimento profissional, com a ampliação do horizonte cultural e a formação permanente dos docentes;
– Refletir sobre a prática docente, de forma a aprimorá-la, avaliando os resultados obtidos e sistematizando conclusões a respeito;
– Possibilitar uma formação pedagógica e social, de forma que o aluno possa atuar como cidadão e como profissional consciente e responsável, pautando-se por princípios da ética, democracia, dignidade, respeito mútuo, justiça, participação, responsabilidade, diálogo e solidariedade;
– Favorecer a participação da comunidade na gestão democrática da escola, integrando as diversas associações existentes (APP, Conselho Escolar, dentre outras), buscando caminhos para resoluções de problemas;
– Contribuir para a construção de uma sociedade justa, democrática, fraterna e sustentável;
– Favorecer as reflexões e a busca de informações para a compreensão do significado e da importância da qualidade na educação democrática do ensino público;
– Superar as imposições ou disputas de vontades individuais oportunizando a toda a comunidade escolar a vivência da construção e participação de todos na gestão democrática.
– Direcionar a educação de modo que o educando desenvolva o respeito para com a pessoa humana, o Estado e a família e os diferentes grupos sociais e étnicos.
– Concorrer para que o aluno desenvolva as relações inter e intrapessoais coerentes com os princípios filosóficos da unidade escolar.
– Promover atividades pedagógicas integradas, contínuas, progressivas e harmônicas, que atendam o desenvolvimento integral do educando.
– Contribuir para que o indivíduo se integre à sociedade como um cidadão competente e solidário.
– Promover a interação com os recursos científicos e tecnológicos que lhe permitam o exercício da cidadania.
– Valorizar, respeitar, expandir e apropriar-se do patrimônio cultural da humanidade.
– Criar condições para que o educando se habilite a buscar soluções para as constantes mudanças da sociedade contemporânea.
– assegurar a inclusão de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, garantindo: acesso ao ensino regular, com participação, aprendizagem e continuidade.

12. Objetivos dos cursos

12.1. Educação Infantil
– Possibilitar o desenvolvimento integral da criança, quanto aos aspectos cognitivos, sociais, psicomotores, emocionais e físicos, complementando a ação da família.

12.2. Ensino Fundamental
– Oportunizar o convívio com atividades significativas e contextualizadas de modo que a construção do conhecimento concorra para que o aluno aprenda a ser, a conviver, a conhecer e a fazer.

12.3. Educação Inclusiva
– Oportunizar o ensino e educação, conforme a LDB, para indivíduos com necessidades especiais.

12.3.1. Forma de intervenção
Os alunos portadores de necessidades especiais serão atendidos regularmente pelos professores da unidade de ensino. Inseridos em salas específicas à sua idade escolar e cronológica receberão, ainda, acompanhamento de orientadora pedagógica, fonoaudióloga, psicóloga e de pessoas especializadas do Atendimento Especializado e da APAE.

12.4. Educação Integral (Mais Educação)
O Projeto Mais Educação visa fomentar, por meio de sensibilização, incentivo e apoio, projetos ou ações de articulação de políticas sociais e implementação de ações sócio-educativas oferecidas gratuitamente a crianças, adolescentes e jovens.

O Programa Mais Educação tem como objetivo:
• Elevar o índice de aprendizagem;
• Reduzir os índices de violência escolar;
• Retirar os alunos de situação vulnerabilidade, proporcionando melhor intercâmbio entre clientela oportunizando-os ampliação de tempos e espaços educativos e culturais, aproximando a escola a sua comunidade;
• Criar um clima favorável pedagógico onde toda a escola envolva-se no processo por meio do Projeto Político Pedagógico.

Passos que devem ser seguidos para efetivação da oferta do Programa na Escola:
1. Cadastrar o Plano de Atendimento (atividades) no Simec;
2. O Plano de Atendimento cadastrado no SIMEC pelas escolas será avaliado e aprovado pelos analisadores do MEC;
3. Para ter direito a aprovação do Plano para execução das atividades 2016, a escola deverá estar livre de pendências com o FNDE e com seus dados cadastrais atualizados no PDDE Web;

O plano de atendimento deverá ser executado no período de 10 meses a partir do depósito efetuado pelo FNDE em conta corrente da Unidade Executora, sendo o Diretor da Escola o responsável pela Prestação de Contas.
1. O processo de aquisição de materiais com os recursos do PDDE Integral segue as mesmas normas do PDDE básico;
2. A carga horária diária do programa é de 3h em efetiva atividade pedagógica totalizando 15 horas mensais.
3. Cada turma deve conter 25 alunos;
4. Reunião com pais e a Comunidade Escolar para informar sobre o Programa, ressaltando a importância da freqüência do aluno as oficinas, pois a mesma estará atrelada ao Programa Bolsa Família.
5. Os pais ou responsáveis devem assinar um termo de adesão e compromisso.

É indispensável à elaboração:
• Plano de ação pedagógico
• Plano de curso bimestral
• Relatório de atividades semestral
• Culminância por semestre
• Relação de alunos que participam do programa
• Formação e divisão de turma
• Horário de funcionamento das oficinas
• Relação dos monitores por turma
• Ficha de identificação dos coordenadores do programa
• Ficha de identificação dos monitores
• Folha de frequência para coordenadores, alunos e monitores
• Acompanhamento de desempenho dos alunos
• Plano financeiro
• Tomada de preço
• Prestação de contas (anexos específicos)
• Identificação de todo material comprado com recursos do programa mais educação
• Confeccionar banner com a logomarca do mais educação
• Planejamento anual do monitor
• Relatório mensal de atividades realizadas por monitor
• Acompanhamento e desempenho dos alunos
• Mapeamento dos espaços/escola

Atribuições do diretor da escola:
• Solicitar dedicação Exclusiva para o Coordenador do Programa, devendo o mesmo não ter outro vinculo, está disponível somente para o acompanhamento do programa;
• Reunir os pais para informar sobre a implantação do Programa na Escola;
• Verificar se os recursos já estão disponíveis tomar providências junto ao banco:
• Fazer tomada de preços, comprar o material de acordo com as orientações do manual Programa Mais Educação na Escola;
• Encaminhar ofício ao Departamento de Alimentação Escolar da Diretoria ou Secretaria Municipal solicitando os alimentos para o almoço e lanche, 15 dias antes do início das oficinas;
• Providenciar condições de oferta de banho, almoço e lanche para os alunos do Programa.
• Informar ao Coordenador da DRE/Secretaria de Educação através de oficio o início das oficinas;
• Acompanhar o desenvolvimento das atividades;
• Acompanhar as atividades do coordenador do Programa Mais Educação, podendo o mesmo ser substituído se não estiver desempenhando suas atividades a contento;
• Assinar a Folha de Freqüência do Coordenador;
• Receber as Folhas de Freqüência do Monitor e alunos do Coordenador do Programa para anexar as Pastas e encaminhar a DRE/Secretaria Municipal;
• Divulgar o Programa Mais Educação com Faixas, cartazes e se possível na mídia local;
• Zelar pela funcionabilidade do Programa e integridade dos alunos durante a execução do Programa;
• Pagar os monitores de acordo com recebimento de freqüência, sempre no 1º dia útil do mês, com recibo e cheque individual.

Atribuições do coordenador do programa mais educação na escola
• Coordenar, Planejar e acompanhar as atividades do Programa;
• Selecionar com o Diretor os Monitores para as oficinas de acordo com as exigências do Programa;
• Organizar a equipe de monitores ou oficineiros (os mesmos não podem ter vinculo com estado ou município. Para as oficinas de Letramento, disciplina crítica, Direitos Humanos e todas do Macrocampo Esporte e Lazer os monitores deverão ser universitários cursando o 4º período em diante. Para as demais oficinas poderão ser pessoas da comunidade que comprovem com documentos e currículo as habilidades exigidas para desempenhar com competência a oficina);
• Fazer a relação dos alunos junto ao Diretor;
• Realizar a distribuição das turmas junto ao Diretor;
• Elaborar junto ao Diretor horário das oficinas;
• Elaborar cronograma de atividades para 2012;
• Participar das Reuniões na SEED ou Secretaria de Educação sempre que solicitado (sendo obrigatória sua participação);
• Elaborar Plano de Ação Pedagógica junto aos Monitores de acordo com o Projeto Político Pedagógico da Escola para encaminhar a Direção da Escola;
• Anexar Calendário de ano letivo.
• Orientar os Monitores na confecção dos Planos de Curso os quais devem ser Bimestrais;
• Elaborar Relatório Semestral das atividades realizadas nas oficinas registrando inclusive com fotos;
• Acompanhar a Frequência dos alunos, informando faltas ou evasão a direção da Escola e consultar as famílias para se informar da situação e fazer possíveis substituições;
• Acompanhar o desenvolvimento das atividades dos monitores, inclusive faltas informando a direção para as providencias necessárias;
• Acompanhar a distribuição do lanche, almoço e banho dos alunos;
• Zelar pela funcionalidade do Programa e integridade dos alunos durante a execução do Programa.

13. Estratégias

13.1. Envolver toda a comunidade escolar no processo educativo
– Dia das mães
– Dia dos pais
– Dia do estudante
– Semana da criança
– Projetos de Solidariedade (Comida para quem tem fome, SOS Escola, Dia de Lazer, Vestir, Leitura Viva, Trilha ecológica – Mergulho na Natureza)
– Festival de talentos
– Horta e pomar escolar
– Dia da família na escola
– Dia da comunidade
– Jogos escolares internos
– Jogos escolares municipais
– Gincana escolar
– Proerd
– Conhecendo Santa Catarina
– Festa junina
– Inclusão digital
– Projeto Múltiplos Olhares para a Inclusão
– Escola de Pais
– Mais Educação
– Desfile cívico e alegórico

13.2. Incentivar a comunidade escolar na busca do conhecimento e da partilha
– Pesquisa de campo: Região centro/norte do Estado, turismo urbano.
– Projeto: Campanha de doação de roupas e alimentos para creches, asilo e comunidade carente de Guabiruba.
– Excursão de formandos (Curitiba).
– Formatura.

14. Princípios Filosóficos do Trabalho Escolar
Quando a escola assume a responsabilidade de atuar na transformação e na busca do desenvolvimento social, seus agentes devem empenhar-se na elaboração de uma proposta para a realização desse objetivo.
Por isso, definimos a postura de nossa escola como a de trabalhar no sentido de formar cidadãos conscientes, capazes de compreender e criticar a realidade, atuando na busca da superação das desigualdades e do respeito ao ser humano.
Na dimensão pedagógica, reside a intencionalidade da nossa escola, que é a de formar cidadãos participativos, responsáveis, compromissados, críticos e criativos.
Visto a realidade em que se insere nossa escola, em que a maior parte de nossos alunos pertence às classes média e baixa e muitos oriundos do processo de migração, constituindo-se assim como uma escola com grandes diversidades, entendemos haver a necessidade de um tipo de formação que possa atender às expectativas das vivências diárias desses alunos e para haver a construção de uma escola que dê conta de atender essas características, passa-se necessariamente pelo entendimento de que se deve possibilitar a reflexão a partir do lugar em que ela está inserida, na prática social dos sujeitos a fim de se reconhecer a construção de uma identidade cultural e de um sentimento de pertencimento, condição fundamental para a formação que se almeja.
O conceito de nossa escola em torno desse tipo de educação, passa pelo princípio de que ela deve funcionar como um local de produção e socialização cultural, valorizando os saberes universais e estimulando a criação de novos saberes, visando ao pleno desenvolvimento do aluno.
Assim, a preocupação com a formação cidadã, humana e abrangente vem de encontro à realidade que enfrentamos, pois muitos dos problemas sociais e educacionais em que nos deparamos, contrapõe-se a problemas vigentes na sociedade, em caráter mais amplo.
A nossa população escolar define a importância da escola e um projeto de educação, abrangendo os seguintes aspectos:
– A escola é um local que proporciona a socialização do aluno;
– É um ambiente que torna possível a criticidade, desenvolve novas visões de mundo, conscientiza sobre direitos e deveres, favorece a participação ativa e consciente do indivíduo em sociedade e estimula a vivência da cidadania plena;
– Favorece e complementa a formação integral da pessoa.
Entendemos que pensar o papel político e pedagógico que a escola cumpre no interior de uma sociedade, dividida em classes sociais, dentro de um modo de produção capitalista, implica em reconhecer a educação como um ato político, que possui uma intencionalidade e, contraditoriamente, vem contribuindo, ou para reforçar o modelo de sociedade, sua ideologia, a cultura e os saberes que são considerados relevantes para os grupos que possuem maior poder, ou para desvelar a própria forma como a escola se articula com a sociedade e seu projeto político, constituindo-se num espaço emancipatório, de construção de uma contra-ideologia, onde a cultura e os saberes dos grupos sociais que historicamente têm sua história negada, silenciada, distorcida, esteja em diálogo permanente com os saberes acumulados e sistematizados na história da humanidade.
Outra questão de grande relevância e que deve permear todo o trabalho escolar é o de que vivemos em uma sociedade em que as minorias sociais, especificamente determinadas etnias, os deficientes, a classe baixa, padecem por conta da existência do preconceito. Muitas vezes camuflado, porém, sem deixar de existir, atinge boa parte das pessoas, chegando à vivência escolar.
A própria História da Humanidade retrata a história vivida pelas minorias, em que são relatados fatos como a opressão, a exploração, a aculturação e a violência tanto física, como também moral.
O homem contemporâneo se vê obrigado a conviver com um verdadeiro espetáculo de diferenças e percebemos claramente isso nas escolas, em que se torna complicado o nosso aluno, tanto da Educação Infantil como do Ensino Fundamental, conviver, aceitar e respeitar a diversidade. Por isso, a visão de nossa escola é de que deve haver um empreendimento no sentido de desenvolver um trabalho pedagógico no sentido de contribuir para a construção de uma visão particular de convivência, em que nossos alunos possam debater, pesquisar e construir uma outra visão quanto às diversidades.
Portanto, entendemos ser necessário partir de situações mais amplas, até abranger a nossa própria realidade, ou seja, a nossa escola, retratando não só as amarguras vivenciadas pelas minorias sociais ao longo do desenvolvimento da Humanidade, como também as grandes contribuições culturais deixadas por essas minorias e que se inserem de maneira significativa nos valores contemporâneos.
Partimos do princípio de que resgatando valores de tolerância, convivência coletiva e respeito às diferenças, estaremos contribuindo para que o nosso aluno possa viver e construir um tipo de sociedade diferente da que vivemos. Se não for possível a extinção do preconceito e da discriminação, permanece o sonho de uma sociedade mais digna para as futuras gerações.
A partir da realidade em que se insere nossa escola, partimos do princípio de que ela deve dar conta de formar cidadãos conscientes de seu papel para com as mudanças sociais, não sendo mero expectador dos desafios enfrentados em sociedade, ser crítico, contribuindo para mudanças, responsável, autônomo, solidário, criativo, e capaz de responder aos desafios do mundo contemporâneo, usando o conhecimento aprendido na escola para entender a sua realidade e contribuindo, consequentemente, para as transformações necessárias; e estas transformações também estão ligadas à religiosidade da sociedade neste momento histórico, vale a pena destacar que a religiosidade pode funcionar como mecanismo de controle social. E ela passa a ser instrumentalizada dentro das diversas instituições como espiritualidade no contexto do mundo. E é dentro de uma perspectiva mais ampla de compreensão de religiosidade (em relação ao conceito de religião), e de psicologização de religião, que, talvez, se possa entender porque a espiritualidade parece estar sendo considerada, fundamentalmente, como a procura por valores, por conexões, por vivências, que transcendam a materialidade. Uma postura devida que busca sentido, significado para o “estar” no mundo (família, trabalho) e equilíbrio entre as diversas esferas da vida (racional, afetiva, social), enfatizando uma postura humanista diante do mundo (amor, respeito ao próximo, fraternidade, ecologia).
Num processo educacional em que se trabalha a formação do cidadão de forma interdisciplinar não podemos deixar de lado a visão educacional de que o trabalho é um dos eixos do processo educativo, porque é através dele que o homem se modifica, ao modificar a natureza, também se modifica uma perspectiva que incorpora a própria história da formação humana.
Portanto, o trabalho deve ser o centro da formação humana em todo o ensino. Ter o trabalho como princípio educativo implica em compreender a natureza da relação que os homens estabelecem com o meio natural e social, bem como as relações sociais em suas tessituras institucionais, as quais desenham o que chamamos de sociedade.
Assim, a educação é também uma manifestação histórica do estar e do fazer humano, o que fundamenta o processo de socialização.

15. Princípios Norteadores da Educação e da Escola
A escola deve ser uma instituição cuja finalidade seja a de dar ao aluno a formação global, visando ao desenvolvimento harmonioso de sua personalidade, adotando técnicas modernas de aprendizagem, integrando-o ao meio, objetivando seu crescimento e dando-lhe oportunidade de tornar-se um ser humano basicamente feliz.
Por isso, a nossa instituição buscará ministrar seu ensino com base nos princípios estabelecidos no Título II, art. 2º e 3º da Lei 9.394/96 e Capítulo III, sessão I, Art. 206, da Constituição Federal, República Federativa do Brasil, de 1988.
Essa filosofia de Educação é resultante de uma ação educativa a nível nacional e contempla: “A Educação é dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade em ideais de solidariedade humana e tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. E ainda: “O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I – Igualdade e condições para o acesso e permanência na escola;
II – Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;
III – Pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;
IV – Respeito à liberdade e apreço a tolerância;
V – Coexistência de instituições privadas de ensino;
VI – Gratuidade de ensino público em estabelecimentos oficiais;
VII – Valorização do profissional da educação escola;
VIII – Gestão democrática do ensino público, na forma desta lei e da legislação dos sistemas de ensino;
IX – Garantia de padrão de qualidade;
X – Valorização da experiência extra-escolar;
XI – Vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais”.
A idéia-chave do trabalho de nossa instituição respalda-se na relação que se pretende estabelecer com os professores, alunos e os conteúdos de aprendizagem através de atividades planejadas cuidadosamente. Essas deverão ser significativas, voltadas para os alunos e os professores deverão ter um propósito de ensinar e pensar e preparar os alunos para um futuro de resolução de problemas, de tomada de consciência, de decisões e de aprendizagem.
Apresentamos ainda alguns eixos fundamentais da proposta de nosso trabalho pedagógico:
– Desenvolver a criatividade;
– Possibilitar a resolução de problemas;
– Construção de competências;
– Relacionar o conhecimento adquirido ao cotidiano dentro de um contexto e em sua globalidade;
– Fazer com que os conteúdos deixem de ser um fim em si mesmos e passem a ser meios para ampliar a formação dos alunos e sua interação com a realidade de forma crítica e dinâmica.
Concluímos que o ensino deve ser uma tarefa onde a reflexão deve ser a razão da escolha da rota definida, corrigindo-se rumos a cada passo dado. Os mecanismos didáticos e os recursos pedagógicos ajudam, porém, sozinhos, não são o núcleo de um ensino autêntico.

16. Ato Situacional
Pelo fato de a educação vincular-se a uma visão de sociedade, de mulher e homem, de cultura e de conhecimento, temos, no coletivo, as seguintes visões sobre a nossa realidade.

16.1. Sociedade
A sociedade atual não é organizada de forma justa, devido às próprias condições econômicas a que são submetidas o ser humano, às nuances do mundo do trabalho, às diversidades culturais, dentre outros aspectos.
Pelo fato da existência do modelo capitalista, no qual estamos inseridos, as condições acabam gerando a má distribuição de renda e, consequentemente, as diferenças exorbitantes de classe.
Todos, enquanto agentes sociais, têm o papel de amenizar as situações de injustiças as quais nos deparamos, mas nem sempre isso acontece. Poderíamos chegar a uma sociedade onde se tivesse a oportunidade de cumprir os direitos e deveres de cada cidadão. Para isso, deveriam ser mantidos os seguintes aspectos:
– O respeito ao ser humano;
– A ética profissional e moral;
– Os bons costumes;
– O direito de sonhar com um futuro melhor;
– O patriotismo;
– A credibilidade nas ações humanas, principalmente em relação à classe política.
Porém, entendemos também que deveriam ser alterados, de acordo com a nossa visão os seguintes aspectos:
– O Código Penal;
– A inversão de valores, onde o errado parece ser o certo, incutidos pelos meios de comunicação;
– A falta de seriedade das autoridades;
– A injustiça e a corrupção;
– A política assistencialista, que acaba deseducando a população.
Percebemos então que, tal como está organizada, a sociedade exige, novas posturas do ser humano. Assim, as desigualdades sociais, as dificuldades de acesso a bens necessários à sobrevivência humana, os conflitos, a intolerância, a individualidade e a prevalência do ter sobre o ser, constituem-se como grandes agravantes da vida humana no mundo contemporâneo.

16.2. Escola
A escola surgiu da necessidade de transmitir os conhecimentos acumulados pela Humanidade e no decorrer do tempo foi assumindo um papel mais amplo, estendendo-se à educação de valores e até ao “assistencialismo”.
Os saberes repassados pela escola, muitas vezes, atendem às políticas públicas, uma ideologia de governo e na atualidade, têm-se a concepção de que a instituição escolar deve informar e formar o aluno, o que acaba interferindo na qualidade de ensino, devido às suas múltiplas responsabilidades.
Diante da real situação, vemos que não existe escola ideal para todos, pois não consegue atender às diferenças, trabalhando somente com a igualdade. Assim, a desigualdade é ignorada, o que acaba gerando a exclusão.
Nas questões emergentes da sociedade, muitas vezes a escola responde ora de forma alheia, se omitindo e às vezes, de forma alienada, não assumindo posições, o que acaba dando vazão para a não-solução dos problemas.
Para que melhor possa atender a formação dos alunos, a escola deve assumir a função de formar o cidadão completo: afetivo, emocional, social e cognitivo. Se for levado em conta somente o conhecimento pelo conhecimento, não estará sendo dada a devida importância às necessidades contemporâneas.
Assim, entendemos que o grande desafio da escola é o de acolher, oferecer e proporcionar todo tipo de condição para que quem nela entre, sinta prazer e possa nela permanecer.

16.3. Aluno
As características gerais e reais de nossos alunos não coincidem com as que são apontadas nos livros didáticos, pois nestes se abordam temas voltados para uma realidade em que as famílias são bem estruturadas, com pais unidos e bem-sucedidos, crianças bem alimentadas e uma sociedade que se diz justa.
A nossa realidade em relação ao aluno consiste nos seguintes aspectos:
– Muitos vêm de família desestruturada, em que os pais são separados, convivendo apenas com avós, tios ou responsáveis;
– Boa parte das famílias dos nossos alunos é constituída por pessoas humildes, de poucos conhecimentos e que possuem muitas dificuldades financeiras;
– Os nossos alunos, principalmente adolescentes e jovens, possuem pouca perspectiva de vida;
– Não tem acesso ao saber universalizado, convivendo com estruturas mínimas de acesso ao conhecimento fora da escola;
– A maior parte pertence à classe média baixa;
– Não têm acesso ao lazer;
– Não possuem acompanhamento familiar constante nas tarefas escolares.
Assim, entendemos que visto à nossa realidade, reafirma-se a necessidade de uma postura de conhecer, acolher, entender e empreender ações para que o aluno real, o que temos, possa se tornar o aluno ideal, o qual queremos.

16.4. Professor
Não há dúvida de que deve haver um trabalho constante no sentido da construção da identidade do professor, pois este tem um papel relevante na prática social.
O professor, em relação à sua formação, acreditamos estar a maior parte atendendo aos princípios da legislação, pois possuem habilitação e formação para a atuação em sua área. Muitos possuem formação além da graduação e se preocupam com a atualização constante dos conhecimentos, participando de encontros, seminários, fóruns, cursos, grupos de estudos, entre outros.
Embora haja a necessidade e preocupação com a formação continuada, percebemos que ainda há a fragmentação do trabalho pedagógico, no qual muitos se restringem apenas ao trabalho em sua área de conhecimento.
Visto às mudanças e exigências constantes da sociedade, muitos dos profissionais da educação enfrentam algumas dificuldades em sua prática, tais como:
– O professor não se sente preparado o suficiente para trabalhar com a inclusão do aluno com necessidades especiais em salas do ensino regular;
– Não domina as teorias pedagógicas recentes, o que acaba ocasionando uma prática tipicamente tradicional;
– Sente dificuldades de trabalhar atendendo à diversidade, principalmente em relação ao aluno com dificuldades de aprendizagem;
– Muitos não desenvolvem uma postura pedagógica interdisciplinar, o que acaba fragmentando cada vez mais o conhecimento;
– Não dominam as tecnologias recentes, usando-as como apoio ao trabalho escolar.
Portanto, visto à importância do trabalho do professor, entendemos que há de se ter a preocupação de oferecer condições de trabalho que deem conta de formar o aluno apto para a vida em sociedade.

16.5. Funcionário
Os funcionários têm grande relevância na participação do projeto educativo idealizado pela escola. Assim, em nossa realidade, percebemos que ainda não se efetivou uma participação sistemática e contínua desta categoria nos ideais propostos pela nossa instituição, principalmente em relação ao trabalho pedagógico.
De acordo com a nossa realidade, chegamos às seguintes conclusões:
– É importante que todos os agentes educativos, inclusive o funcionário, estejam inseridos na proposta de trabalho educativo da escola;
– A categoria deve se sentir valorizada pelo fato de poder conhecer “mais de perto” o trabalho proposto e a ser realizado na escola.
Também se faz necessário contemplar que:
– Todos os trabalhos realizados na escola, desde os de limpeza, secretaria, cozinha, biblioteca, passando pelo processo ensino-aprendizagem, são formas de educar, portanto, todos somos educadores.
– Percebe-se que os funcionários estão construindo uma participação sistemática e contínua nos ideais propostos pela nossa instituição.
– Os agentes educativos e funcionários estão inseridos na proposta de trabalho educativo da escola.
– Necessita-se uma maior colaboração e integração de professores, alunos, direção, equipe pedagógica, pais, funcionários e comunidade no processo de aquisição do saber.
– Percebe-se a necessidade de capacitações mais frequentes para os funcionários como estímulo para seu crescimento, tanto pessoal quanto profissionalmente.
Assim, como educar e formar o aluno são um processo contínuo e de responsabilidade coletiva, há a necessidade de reafirmar a ideia da participação de todos: direção, corpo docente, equipe pedagógica, corpo discente, funcionários, pais e comunidade em geral, para que essa formação possa atingir os objetivos a que se propõe.

17. A Análise das Contradições e Conflitos Presentes na Prática Docente: Reflexão Teórico-Prática
Desde o início da efetivação da educação sistematizada no Brasil, faz-se discussões no intuito de melhorar a sua qualidade. A Declaração de Jomtien de Educação para Todos (1990), da qual o Brasil é signatário, é um marco internacional e se constitui numa referência ao colocar a política educacional, a política social e o desenvolvimento como elementos fundamentais na construção de uma sociedade democrática e justa.
A educação é um direito social e não uma questão de mercado. A educação enquanto organizadora e produtora da cultura se produz por meio de relações mediadas pelo trabalho, entendendo trabalho como produção material e cultural de existência humana. Para isso, a escola precisa investir em uma interpretação da realidade que possibilite a construção de conhecimentos que garantam a melhoria da qualidade de vida dos que dela participam.
A educação deve pensar o desenvolvimento levando em conta os aspectos da diversidade, da situação histórica particular de cada comunidade, os recursos disponíveis, as expectativas, os anseios e necessidades da comunidade.
O currículo precisa ser estruturado a partir de uma lógica de desenvolvimento que privilegie o ser humano na sua integralidade, possibilitando a construção de sua cidadania e inclusão social, bem-estar social e econômico.
A educação para o desenvolvimento leva em conta a sustentabilidade ambiental, econômica, social, política, cultural e a equidade de gênero e etnia. Portanto, não são apenas os saberes construídos na sala de aula, mas também aqueles construídos na produção, na família, na convivência social, na cultura, no lazer e nos movimentos sociais. A sala de aula é um espaço específico de sistematização, análise e de síntese das aprendizagens, constituindo-se, assim, num local de encontro das diferenças, pois é nele que se produzem novas formas de ver, estar e se relacionar com o mundo.
A educação, isoladamente, pode não resolver os problemas da sociedade, mas é um dos caminhos para a promoção da inclusão social, educacional e do desenvolvimento sustentável.
Dentro desta realidade e com a mudança de concepção sinalizada na Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional nº. 9.394/96, reflexo dos movimentos internacionais pela inclusão social, aponta-se uma ressignificação da inclusão educacional ampliando-se não apenas a sua abrangência – desde a Educação Infantil até o Ensino Superior – bem como o público alvo a que se destina: alunos com necessidades educacionais especiais.
As necessidades especiais dos educandos são definidas pelos problemas de desenvolvimento da aprendizagem apresentados pelos mesmos, em caráter temporário ou permanente, bem como pelos recursos e apoios que a escola deverá proporcionar, objetivando a remoção das barreiras para a aprendizagem, e compreendem:
– deficiência intelectual leve;
– distúrbios de aprendizagem;
– dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento;
– dificuldades de comunicação e sinalização;
– condutas típicas;
– superdotação / altas habilidades.
A escola deve ser um espaço democrático, significativo e singular para trabalhar com a diversidade humana, respeitando as limitações, percebendo as potencialidades para a aprendizagem e considerando as especificidades de cada educando, a favor da inclusão de todos. A inclusão, antes de ser educacional é social, portanto, é uma conquista de toda a sociedade.
Diante dessa realidade, pretendemos fazer com que todas as pessoas que integram nossa comunidade escolar se mobilizem para a mudança da concepção de educação especial tendo como pressuposto os direitos humanos.
Nesse contexto, nosso colégio já conta com uma parte do espaço físico adequado a receber alunos portadores de necessidades especiais, mas, ainda precisamos adequar alguns ambientes para melhorar a qualidade educacional. Também sentimos necessidade de formação continuada dos professores, equipe pedagógica e funcionários, salas de apoio pedagógico especializado, entre outros.
Em nosso colégio atendemos alunos limítrofes, condutas típicas como transtorno do déficit de atenção e hiperatividade e outros distúrbios de aprendizagem e comportamentais. Porém, as adaptações curriculares e de conteúdos, ainda não são suficientemente adequadas, mas estamos buscando atender estas peculiaridades, através de projetos como o Projeto Múltiplos Olhares para a Inclusão.
A escola está se organizando para atender a todos, sejam educandos com ou sem necessidades educacionais especiais, visando um trabalho mais humano, dentro da diversidade. Para isso, todos os profissionais que nela estão inseridos, devem adequar-se às necessidades de seus alunos. A diversidade deve ser respeitada, tendo em vista que todas as pessoas são diferentes e aprendem em ritmos, formas e maneiras diferentes.
O primeiro passo para que a escola se torne inclusiva é a mudança de mentalidade de toda a equipe nela inserida, o segundo passo é a remoção das barreiras arquitetônicas, e o último passo são as adaptações de objetivos, conteúdos, métodos de ensino, avaliação e temporalidade, para que o educando adquira, dentro de suas limitações, sucesso na aprendizagem e a turma toda se beneficie dessa adversidade, criando um ambiente acolhedor, participativo e solidário. As salas de aula jamais serão homogêneas, por isso cabe ao professor diversificar sua metodologia e práticas pedagógicas, para que todos tenham oportunidade de adquirir e aprimorar seus conhecimentos, obtendo progressão nas diversas áreas, sejam elas acadêmicas, culturais, sociais, afetivas, entre outras.

18. Ato Conceitual
As concepções de homem, sociedade e mundo, cultura, cidadania, educação, conhecimento, escola, ensino-aprendizagem, avaliação, tecnologia, ciências, educação fiscal, inclusão, cultura-afro e demais, norteiam os rumos que nossa instituição quer seguir para um “projeto em educação”.
Essas visões em torno desses eixos acima apresentados constituem a essência de nosso trabalho pedagógico e político. Num encadeamento natural e abrangente, envolve a concepção que temos em relação ao “O QUE QUEREMOS”.

18.1. Concepção de Homem
O homem é um ser natural e social, ele age na natureza transformando-a segundo suas necessidades e para além delas. Nesse processo de transformação, ele envolve múltiplas relações em determinado momento histórico, assim acumula experiências e em decorrência destas, ele produz conhecimentos. Sua ação é intencional e planejada, mediada pelo trabalho, produzindo bens materiais e não-materiais que são apropriados de diferentes formas pelo homem, conforme Saviani (1992): “O homem necessita produzir continuamente sua própria existência. Para tanto, em lugar de se adaptar à natureza, ele tem que adaptar a natureza a si, isto é, transformá-la pelo trabalho”.
Considerando o homem como ser social, ele atua e interfere na sociedade, se encontra com o outro nas relações familiares, comunitárias, produtivas e também na organização política, garantindo assim sua participação ativa e criativa nas diversas esferas da sociedade. O homem, como sujeito de sua história, é aquele que na sua convivência coletiva compreende suas condições existenciais, transcende-as e organiza-as, superando a condição de objeto, caminhando na direção de sua emancipação participante da história coletiva.
Partindo do pressuposto que o homem constitui-se em um ser histórico, faz-se necessário compreendê-lo em suas relações inerentes à natureza humana. O homem é, antes de tudo, um ser de vontade, um ser que pronuncia sobre a realidade.

18.2. Concepção de Sociedade e de Mundo
Quando se questiona o próprio sentido da escola, a sua função social e a natureza do trabalho educativo, enquanto docentes, aparecemos sem iniciativa, “arredados ou deslocados pela força arroladora dos fatos, pela vertiginosa sucessão de acontecimentos que tornaram obsoletos os conteúdos e as práticas educativas” (Peres Gomes, 1998). E para que isso não aconteça é que precisamos entender em que tipo de sociedade estamos inseridos.
A sociedade é um agrupamento tecido por uma série de relações diferenciadas e diferenciadoras. É configurada pelas experiências individuais do homem, havendo uma interdependência em todas as formas da atividade humana, desenvolvendo relações, instaurando estruturas sociais, instituições sociais e produzindo bens, garantindo a base econômica e é o jeito específico de o homem realizar sua humildade, sendo que: “A sociedade configura todas as experiências individuais do homem, transmite-lhe resumidamente todos os conhecimentos adquiridos no passado do grupo e recolhe as contribuições que o poder de cada indivíduo engendra e que oferece a sua comunidade. Nesse sentido a sociedade cria o homem para si”. (Pinto, 1994).
A sociedade é mediadora do saber e da educação presente no trabalho concreto dos homens, que criam novas possibilidades de cultura e de agir social a partir das contradições geridas pelo processo de transformação da base econômica.
Segundo Demerval Saviani, o entendimento do modo como funciona a sociedade não pode se limitar às aparências. É necessário compreender as leis que regem o desenvolvimento da sociedade. Não se trata aqui de leis naturais, mas sim de leis históricas, ou seja, de leis que se constituem historicamente.
Atílio Boron (1986) questiona que tipo de sociedade deixa como legado estes anos de hegemonia ideológica do neoliberalismo. Uma sociedade heterogênea e fragmentada, marcada por profundas desigualdades de todo o tipo – classe, etnia, gênero, religião, etc. – que foram exarcebadas com a aplicação das políticas neoliberais. Uma sociedade “com duas velocidades”, como costuma ser denominada na Europa, porque há um amplo setor social, um terço excluído e fatalmente condenado à marginalidade e que não pode ser “reconvertido” em termos laborais, nem inserir-se no mercado de trabalho formal dos capitais desenvolvidos. Essa crescente fragmentação do social que potencializará as políticas conservadoras foi, por sua vez, reforçada pelo excepcional avanço tecnológico e cientifico e seu impacto sobre o paradigma produtivo contemporâneo.

18.3. Concepção de Cultura
A cultura é resultado de toda a produção humana e segundo Saviani, “para sobreviver o homem necessita extrair da natureza, ativa e intencionalmente, os meios de sua subsistência. Ao fazer isso ele inicia o processo de transformação da natureza, criando um mundo da cultura” (1992, p, 19).
Podemos considerar que, “de um ponto de vista antropológico, cultura é tudo o que elabora, e elaborou o ser humano, desde a mais sublime música ou obra literária até as formas de destruir a si mesmo e as técnicas de tortura, a arte, a ciência, a linguagem, os costumes, os hábitos de vida, os sistemas morais, as instituições sociais, as crenças, as religiões, as formas de trabalho”. (Sacristan, 2001, p.105)
Ao mesmo tempo em que se tornam visíveis manifestações e expressões culturais de grupos dominados, observa-se o predomínio de formas culturais produzidas e vinculadas pelos meios de comunicação de massa, nas quais aparecem de forma destacada as produções culturais em sua dimensão material e não-material.
Toda a organização curricular, por sua natureza e especificidade precisa completar várias dimensões da ação humana, entre elas a concepção de cultura. Na escola, em sua prática há a necessidade da consciência de tais diversidades culturais, especialmente da sua função de trabalhar as culturas populares de forma a levá-los à produção de uma cultura erudita, como afirma Saviani: “a mediação da escola, instituição especializada para operar a passagem do saber espontâneo ao saber sistematizado, da cultura popular à
cultura erudita; assume um papel político fundamental “.
Respeitando a diversidade cultural e valorizando a cultura popular e erudita cabe a escola aproveitar essa diversidade, existente, para fazer dela um espaço motivador, aberto e democrático.

18.4. Concepção de Cidadania
Historicamente, o Brasil foi construído de cima para baixo e de fora para dentro – poderes coloniais, elites proprietárias, Estado realimentando as desigualdades e agravando as inclusões. Neste momento, requer construir outra base social, constituída por aqueles excluídos da história brasileira que, organizando-se na sociedade civil e nos diferentes movimentos sociais, acumularam força e conseguem expressar-se, tomando as rédeas do seu destino, criando uma nação soberana e aberta ao diálogo e a participação.
De acordo com Boff (2000, p. 51) “cidadania é um processo histórico-social que capacita a massa humana a forjar condições de consciência, de organização e de elaboração de um projeto e de práticas no sentido de deixar de ser massa e de passar a ser povo, como sujeito histórico, plasmador de seu próprio destino.”
O grande desafio histórico é dar condições ao povo brasileiro de se tornar cidadão consciente, sujeito de direitos, organizado e participativo do processo de construção político, social e cultural. Portanto, a educação, como um dos principais instrumentos de formação da cidadania, deve ser entendida como a concretização dos direitos que permitem ao indivíduo sua inserção na sociedade.
A realidade social e educacional atual de nosso país requer o enfrentamento e a superação da contradição da estrutura que existe entre a declaração constitucional dos direitos; da ideologia que associa a pobreza material à cultural; de recolocar-se o problema da escola pública em termos de direito de todos, de acesso ao conhecimento elaborado; recolocar a questão do trabalho como atividade de produção/apropriação de conhecimento não apenas como mera operação mecânica, em repensar a relação escola/trabalho.

18.5. Concepção de Educação
A educação é uma prática social, uma atividade específica dos homens situando-os dentro da história – ela não muda o mundo, mas o mundo pode ser mudado pela sua ação na sociedade e nas suas relações de trabalho.
“Educação é fenômeno próprio dos seres humanos, significa afirmar que ela é, ao mesmo tempo, uma exigência do e para o processo de trabalho, bem como é ela própria, um processo de trabalho” (Saviani, 1992, p. 19).
A educação é um processo histórico de criação do homem para a sociedade e simultaneamente de modificação da sociedade para benefício do homem.
É o processo pela dimensão histórica por representar a própria história individual do ser humano e da sociedade em sua evolução.
É um fato existencial porque o homem se faz ser homem – processo constitutivo do ser humano.
É um fato social pelas relações de interesses e valores que movem a sociedade, num movimento contraditório de reprodução do presente e da expectativa de transformação futura.
É intencional ao pretender formar um homem com um conceito prévio de homem.
É libertadora porque segundo Boff (2000, p. 77) “se faz necessário desenvolver uma educação que nos abra para uma democracia integral, capaz de produzir um tipo de desenvolvimento socialmente justo e ecologicamente sustentado”.
Nesse sentido, a educação visa atingir três objetivos que formam o ser humano para gestar uma democracia aberta. São eles:
– A apropriação pelo cidadão e pela comunidade dos instrumentos adequados para pensar a sua prática individual e social e para ganhar uma visão globalizante da realidade que o possa orientar em sua vida.
– A apropriação pelo cidadão e pela comunidade do conhecimento cientifico, político, cultural acumulado pela humanidade ao longo da história para garantir-lhe a satisfação de suas necessidades e realizar suas aspirações;
– A apropriação por parte dos cidadãos e da comunidade, dos instrumentos de avaliação crítica do conhecimento acumulado, reciclá-lo e acrescentar-lhe novos conhecimentos através de todas as faculdades cognitivas humanas.
Vista como processo de desenvolvimento da natureza humana, a educação tem suas finalidades voltadas para o aperfeiçoamento do homem e sua formação para a cidadania participativa e construtiva.

18.6. Concepção de Conhecimento
Conhecimento é uma atividade humana que busca explicitar as relações entre os homens e a natureza. Desta forma, o conhecimento é produzido nas relações sociais mediadas pelo trabalho.
Na sociedade capitalista, o homem não se apropria da produção material de seu trabalho e nem dos conhecimentos produzidos nestas relações, porque o trabalhador não domina as formas de produção e sistematização do conhecimento. Segundo Marx e Engels “a classe que tem à disposição os modos de produção material controla concomitante os meios de produção intelectual, de sorte que, por essa razão geralmente as ideias daqueles que carecem desses meios ficam subordinadas a ela”.
O conhecimento pressupõe as concepções de homem, de mundo e das condições sociais que o geram configurando as dinâmicas históricas que representam as necessidades do homem a cada momento, implicando necessariamente nova forma de ver a realidade, novo modo de atuação para obtenção do conhecimento, mudando, portanto, a forma de interferir na realidade. Essa interferência traz consequências para a escola, cabendo a ela garantir a socialização do conhecimento que foi expropriado do trabalho nas suas relações.
Para Boff (2000, p. 82), “conhecer implica, pois, fazer uma experiência e a partir dela ganhar consciência e capacidade de conceptualização. O ato de conhecer, portanto, representa um caminho privilegiado para compreensão da realidade, o conhecimento sozinho não transforma a realidade; transforma a realidade somente a conversão do conhecimento em ação”.
O conhecimento não ocorre individualmente. Ele acontece no social gerando mudança interna no cidadão e nas relações sociais, tendo sempre uma intencionalidade.

18.7. Concepção de Escola
Caracteriza-se como uma Instituição de origem governamental ou privada, com espaço físico determinado, composta por uma hierarquia funcional, onde a sociedade participa direta e indiretamente, sendo o ensino-aprendizagem sua principal função.
Assim, a escola atual deve estar voltada para atender a diversidade na educação, visto que seu público é oriundo de uma sociedade heterogênea.

18.8. Concepção de Ensino-Aprendizagem
Quando pronunciamos esta expressão, criamos a imagem de que estes dois termos constituem uma unidade indissociável, dividida apenas por questões gramaticais, mas na realidade vemos que não existe esta unidade inseparável, pois pode haver ensino sem aprendizagem como também pode haver aprendizagem sem ensino.
Por assumir a ideia de que ensinar equivale a aprender, a educação tem se centrado tradicionalmente no ponto de vista do ensino, tirando a partir daí conclusões sobre a aprendizagem. A pedagogia tem girado fundamentalmente em torno dos métodos de ensino, e não de aprendizagem, crendo que os métodos de ensino coincidem com os de aprendizagem, o que nem sempre acontece. Hoje, percebemos que a atenção está mais fixada na aprendizagem do que propriamente no ensino.
Em vista ao exposto, entendemos que uma escola de qualidade só será efetivada no ambiente escolar se TODOS assumirem o compromisso de lutar pelos anseios e sonhos idealizados pela educação. Um país que se diz democrático tem que fornecer oportunidades de acesso e permanência do aluno na escola e, sobretudo, que aqueles responsáveis diretamente pelo processo educativo possam ter condições de efetivar um trabalho significativo e de qualidade, contribuindo para o melhoramento social e consequentemente para as transformações sociais que se deseja.

18.9. Concepção de Avaliação
Avaliação consiste em atribuir aspectos relevantes de conhecimento e da aprendizagem do aluno, visando uma tomada de decisão.
A avaliação da aprendizagem orienta a situação didática que envolve o educando e professor, com a pretensão de servir de base para a reflexão e tomada de consciência sobre a prática educativa.
A avaliação da aprendizagem na escola tem dois objetivos: auxiliar o educando no seu desenvolvimento pessoal, a partir do processo de ensino-aprendizagem, e responder à sociedade pela qualidade do trabalho educativo realizado.
O processo de avaliação envolve três momentos: a descrição e a problematização da realidade escolar, a compreensão crítica da realidade descrita e problematizada e a proposição de alternativas de ação, momento de criação coletiva.
A avaliação, do ponto de vista crítico, não pode ser instrumento de exclusão dos alunos menos favorecidos, quando não se leva em consideração as particularidades dos educandos.
Portanto, a avaliação deve ser democrática, favorecendo o desenvolvimento da capacidade do educando em aprimorar-se de conhecimentos científicos, sociais e tecnológicos produzidos historicamente.

18.10. Concepção de Tecnologia
A tecnologia tem um impacto significativo não só na produção de bens e serviços, mas também no conjunto das relações sociais e nos padrões culturais vigentes.
A tecnologia deve ser entendida como uma ferramenta sofisticada e alternativa no contexto educacional, pois a mesma pode contribuir para o aumento das desigualdades ou para inserção social se vista como uma forma de estabelecer mediações entre o aluno e o conhecimento em todas as áreas.
Assim, fica claro, que ter no currículo, uma concepção de educação tecnológica não será suficiente para o acesso de todos, da Escola Pública, sem que haja uma vontade e ação política que possibilite investimento para que esses recursos tecnológicos (elementares e sofisticados) existam e possam ser ferramenta que contribua para o desenvolvimento do pensar, sendo um meio de estabelecer relações entre o conhecimento científico, tecnológico e sócio-histórico, possibilitando articular ação, teoria e prática.

18.11. Concepção de Ciência
A ciência nasce da necessidade de explicar os fatos observados de forma sistematizada utilizando métodos.
Dependendo de como se concebe o mundo, o homem e o conhecimento será a concepção da ciência.
No decorrer da história, a ciência está sempre presente para reproduzir ou transformar. Na sociedade capitalista, o conhecimento científico é produzido de forma desigual, estando a serviço de interesses políticos, econômicos e sociais do processo histórico, não atingindo a totalidade da população.
A escola tem a função social de garantir o acesso de todos aos saberes científicos produzidos pela humanidade.

18.12. Concepção de Inclusão
A educação inclusiva é um processo em que se amplia a participação de todos os estudantes nos estabelecimentos de ensino regular. Trata-se de uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas escolas de modo que estas respondam à diversidade de alunos. É uma abordagem humanística, democrática, que percebe o sujeito e suas singularidades, tendo como objetivos o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos.
A Educação Inclusiva atenta a diversidade inerente à espécie humana, busca perceber e atender as necessidades educativas especiais de todos os alunos, em salas de aulas comuns, em um sistema regular de ensino, de forma a promover a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal de todos.
Prática pedagógica coletiva, multifacetada, dinâmica e flexível requer mudanças significativas na estrutura e no funcionamento das escolas, na formação humana dos professores e nas relações família-escola. Com força transformadora, a educação inclusiva aponta para uma sociedade inclusiva.
O ensino inclusivo não deve ser confundido com educação especial, a qual se apresenta numa grande variedade de formas incluindo escolas especiais, unidades pequenas e a integração das crianças com apoio especializado. O ensino especial é desde sua origem um sistema separado de educação das crianças com deficiência, fora do ensino regular, baseado na crença de que as necessidades das crianças com deficiência não podem ser supridas nas escolas regulares. Existe ensino especial em todo o mundo em escolas de frequência diária, internatos ou pequenas unidades ligadas à escola de ensino regular.

18.13. Concepção de Trabalho
O trabalho é uma atividade que está na base de todas as relações humanas, condicionando e determinando a vida. È uma atividade humana intencional que envolve forma de organização, objetivando a produção dos bens necessários à vida.
Nesta perspectiva é preciso entender o trabalho como ação intencional do homem em suas relações sociais, dentro da sociedade capitalista, na produção de bens. Porém, é preciso compreender que o trabalho não acontece de forma tranquila, estando sobrecarregado pelas relações de poder.
Quando produz bens, estes são classificados em materiais ou não materiais. Os bens materiais são produzidos para posterior consumo, gerando o comércio. Já nos bens não-materiais produção e consumo acontecem simultaneamente.
No trabalho educativo o fazer e o pensar entrelaçam-se dialeticamente e é nesta dimensão que está posta a formação do homem.
Ao consideramos o trabalho uma práxis humana, é importante o entendimento de que o processo educativo é um trabalho não material, uma atividade intencional que envolve formas de organização necessária para a formação do ser humano.
O conhecimento como construção histórica é matéria-prima (objeto de estudo) do professor e do aluno, que indagando sobre o mesmo irá produzir novos conhecimentos, dando-lhes condições de entender o viver, propondo modificações para a sociedade em que vive.

18.14. Concepção de Cultura Afro
Combater o racismo, o preconceito e outras posturas xenofóbicas é responsabilidade da sociedade como um todo e não deve ser compreendida como tarefa exclusiva da escola. Trabalhar pelo fim da desigualdade racial e social, as quais permeiam todos os setores da sociedade, permitindo o nascer de uma realidade social humanizada, compete a todos, inclusive à escola. Por ela passaram os equívocos sobre as civilizações africanas, o silêncio a respeito das produções e elaborações teóricas filosóficas e científicas, artísticas, políticas realizadas pelo povo negro. A complexidade existente na formação da identidade negra no Brasil não pode desconsiderar o processo de desvalorização da cultura de matriz africana, da imposição dos padrões estéticos europeus, da ideologia do branqueamento ditando as normas de superioridade do branco sobre o negro. A reversão desse processo está vinculada ao reconhecimento da diversidade, a valorização das pessoas negras e sua visão de mundo, a crença na importância de uma educação que não negue sua participação histórica para o renascer de uma outra sociedade.

18.15. Concepção de Impacto Ambiental
Tendo-se também em vista um trabalho pedagógico que dê conta de atender às necessidades reais de nossos alunos, propomos uma metodologia a ser trabalhada coletivamente a fim de atender as questões contemporâneas.
Assim, a inserção no Currículo de questões que envolvem o meio ambiente e, em especial, a questão do Impacto Ambiental, tão presente nas discussões atuais, se faz extremamente necessária.
Entendemos que no decorrer da História, a transformação da natureza pelas atividades humanas aumentou paralelamente ao desenvolvimento crescente das técnicas ou instrumentos de trabalho. A partir dos séculos XVIII e XIX, ocorreu o aumento dos impactos ambientais em consequência do processo de industrialização, que adquiriu uma dimensão a nível mundial.
Esse é um fato recente na história da humanidade e para compreendê-lo é preciso considerar três fatores principais:
– O desenvolvimento das técnicas;
– O crescimento populacional;
– O padrão de consumo da sociedade capitalista globalizada.
Esses fatores levaram o nosso planeta a uma devastação intensa, provocando impactos ao meio ambiente em grandes proporções. Diante das catástrofes que nos deparamos e iremos nos deparar, é necessário que a escola e todos os meios de comunicação se organizem de uma forma consciente para que haja alguma mudança imediata. Se não for contida a mudança climática, esta realidade transformará milhões de pessoas em refugiados, quando suas casas sucumbirem a secas ou inundações e, por conseguinte, causará a maior migração da história da Humanidade.
O ponto de partida para que haja efetivas mudanças é promover dentro do ambiente escolar espaço para a discussão desta problemática, no intuito de propiciar para todo ser humano uma mudança de comportamento na relação homem x natureza. É momento de prevermos então, no Projeto Político Pedagógico desta instituição, a concepção sobre o impacto ambiental que deverá ser abordado de forma interdisciplinar e contínua.

19. Princípios da Gestão Democrática: Acesso, Permanência, Capacitação Continuada de Professores e Qualidade de Ensino-Aprendizagem.

19.1. Princípios da Gestão Democrática
O Artigo nº. 14, parágrafos I e II, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei 9394/96, define que “Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola e participação da comunidade escolar e conselhos escolares ou equivalentes”.
Sendo assim, nesta instituição desenvolve-se uma gestão democrática centrada nos valores e princípios democráticos pela natureza social da escola. O trabalho por ela desenvolvido visa o cumprimento da função social e política da educação escolar, que é a formação social do cidadão participativo, responsável, crítico e criativo, através da produção e socialização do saber historicamente acumulado pela humanidade e constitui um processo pedagógico dinâmico em que há um envolvimento harmonioso entre o corpo docente, discente, funcionários e comunidade em geral, baseada na conjunção de liberdade e co-responsabilidade nas decisões a serem tomadas com relação à melhoria do processo ensino-aprendizagem. Portanto, a gestão democrática é um princípio consagrado pela Constituição vigente e abrange as dimensões pedagógicas, administrativas e financeiras e exige a compreensão em profundidade dos problemas postos pela prática pedagógica. Ela visa romper com a separação entre concepção e execução, entre o pensar e o fazer, entre teoria e prática.
A participação popular melhora a qualidade das decisões tomadas na área da educação e têm um papel fundamental na democratização da gestão. Assim organizamos e articulamos as ações necessárias ao funcionamento da escola desse ponto de vista.
a) Participação dos pais:
– Realização de reuniões coletivas para discussão de assuntos gerais do interesse de todos e tomada de decisões;
– Reuniões por turmas para assuntos pedagógicos, junto aos professores, equipe pedagógica, direção, alunos e pais, no início do ano letivo e quando se fizer necessário;
– Atendimento individual para tratar de assuntos pedagógicos e disciplinares em relação aos filhos;
– Convite à participação em projetos desenvolvidos pela escola durante o ano letivo.
b) Conselho Escolar / APP:
– Reuniões extraordinárias para tratar de assuntos relacionados ao andamento da escola, à tomada de decisões administrativas, conhecimento da realidade pedagógica da escola, entre outros assuntos;
– Convite à participação em projetos desenvolvidos na escola.
c) Alunos Representantes de turma:
– Escolha dos representantes no início de cada bimestre, através do voto direto dos alunos da sala;
– Representatividade junto à direção e equipe administrativa em assuntos de interesse da turma;
– Conscientização do papel do representante de turma através de encontros com a equipe pedagógica.
d) Grêmio Estudantil:
– Eleição direta dos representantes do Grêmio com a participação de todos os alunos da escola;
– Participação em eventos realizados na escola;
– Participação em reuniões para tratar de assuntos de interesses da categoria;
– Elaboração de atividades ou projetos específicos propostos pela instância;
– Participação no Conselho Escolar.
e) Conselho de Classe:
– Discussão das dificuldades e progressos dos alunos em torno do processo de ensino-aprendizagem;
– Busca de soluções para problemas específicos das turmas.

19.2. Acesso, Permanência e Qualidade de Ensino
Os principais princípios que devem nortear uma escola democrática se efetivam pela igualdade e qualidade de ensino.
Assim, o princípio da Igualdade se caracteriza pelas condições de acesso e permanência do aluno na escola, garantida pela mediação da mesma.
No tocante à Qualidade, cabe aqui destacar que a escola não pode ser privilégio de determinadas classes sociais, mas sim, o desafio é o de propiciar uma qualidade de ensino para todos. A escola de qualidade que queremos deve evitar, de todas as maneiras possíveis à repetência e a evasão escolar. Tem que garantir metas qualitativas do desempenho satisfatório de todos. É preciso garantir a permanência dos educandos que ingressarem nela, e esta competência de qualidade para todos, depende dos meios, por isso a qualidade implica consciência crítica e capacidade de ação, saber e mudar.

19.3. Capacitação Continuada de Educadores
De acordo com a LDB n° 9.394/96, Título VI, Artigo. 63. III, 67. II, ”Os institutos superiores de Educação manterão programas de educação continuada para os profissionais de educação dos diversos níveis”.
E ainda: “Os sistemas de ensino promoverão a valorização dos profissionais de educação, assegurando-lhes, inclusive nos termos dos estatutos e dos planos de carreira do magistério público, aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive com licenciamento periódico remunerado para esse fim.”
Cabe ressaltar que a formação continuada é um direito de todos os profissionais que atuam na instituição educacional, uma vez que não só ela possibilita a progressão funcional baseada na titulação, na qualificação e na competência dos profissionais, mas também propicia, fundamentalmente, o desenvolvimento profissional dos que atuam na instituição, articulado com as escolas e seus projetos. A formação continuada deve estar centrada na escola e fazer parte do Projeto Político-Pedagógico. Assim, compete a escola:
a) proceder ao levantamento de necessidades de formação continuada de seus profissionais;
b) elaborar seu programa de formação, contando com a participação e o apoio dos órgãos centrais, no sentido de fortalecer seu papel na concepção, na execução e na avaliação do referido programa.
Assim, a formação continuada dos profissionais da escola, compromissada com a construção do Projeto Político-Pedagógico, não deve limitar-se aos conteúdos curriculares, mas se estender à discussão da escola como um todo e suas relações com a sociedade. A rotina do funcionamento da Escola pode ser a possibilidade de o professor aperfeiçoar, continuamente, sua competência docente-educativa, o mesmo podendo ocorrer com diretores, funcionários e demais profissionais que atuam no sistema formal de ensino.
Pode-se dizer que o conceito de competência docente apresenta cinco aspectos essenciais:
– Domínio competente e crítico do conteúdo a ser ensinado;
– Clareza dos objetivos a serem atingidos;
– Domínio competente dos meios de comunicação a serem utilizados para a mediação eficaz entre o aluno e os conteúdos do ensino;
– Visão articulada do funcionamento da Escola, como um todo;
– Percepção nítida e crítica das complexas relações entre educação escolar e sociedade.
A realidade educacional vista hoje exige dos profissionais uma constante atualização. Para isso, há a necessidade de se abrir espaços para aspectos mais amplos, que seria uma política para a formação do educador em serviço, traduzida em programas e ações diversificados, atendendo aos anseios dos educadores escolares.

20. O Currículo da Escola Pública
Não se pode falar de currículo sem citar três pontos fundamentais para a compreensão do mesmo:

20.1. Dinâmica do Currículo; Reflexão sobre o Trabalho Pedagógico; Configuração da Matriz Teórica
A aprendizagem é um processo contínuo na vida do ser humano e apesar de “processo”, podemos dizer que ensinar, uma das funções essenciais da escola, é promover a “transposição didática” de conhecimentos, um processo que torna os saberes “ensináveis, exercitáveis e passíveis de avaliação” e em que é possível distinguir três fases de transformação na dinâmica do currículo: da cultura extra-escolar para o currículo formal; do currículo formal para o currículo real; do currículo real para a aprendizagem efetiva. E para que isso se realize, a escola precisa construir um currículo
que:
– Concilie os conhecimentos científicos que presidem a produção moderna e o exercício da cidadania plena, a formação ética e a autonomia intelectual, as competências cognitivas e as sociais, o humanismo e a tecnologia;
– Considere as múltiplas interações entre os conteúdos das disciplinas, abertura e a sensibilidade para identificar as relações entre escola, vida pessoal e social, entre o aprendido e o observado, entre o aluno e o objeto do conhecimento, entre a teoria, suas consequências e aplicações práticas como pressupostos decisivos de sua organização;
– Reconheça a linguagem como elemento primordial para a constituição dos conceitos, relações, condutas e valores, o conhecimento como construção coletiva e a aprendizagem como mobilizadora de afetos, emoções e relações humanas;
– Faça uma reflexão sobre o trabalho pedagógico e selecionar o que de fato é relevante e consistente no conjunto extraordinário de conhecimentos hoje disponível, o que impõe à escola o compromisso de propiciar ao professor o desenvolvimento da capacidade de ‘mapear’ os conhecimentos relevantes na escala adequada às necessidades e possibilidades dos alunos.
Nesse contexto exige-se estratégias diversificadas, procedimentos e atividades de “reinvenção” do conhecimento, um relacionamento das disciplinas em projetos de estudo, pesquisa e ação (interdisciplinaridade) e a contextualização dos conteúdos; além de uma abertura e uma sensibilidade capazes de reconhecer a relação entre o conhecimento e os contextos contemporâneos da vida social e pessoal.
O currículo é por natureza uma rede de sentidos capaz de estabelecer uma relação ativa entre o aluno e o objeto do conhecimento e de relacionar, dialeticamente, o aprendido com o observado, a teoria com suas conseqüências e aplicações práticas.
Devemos superar uma visão fragmentada do conhecimento e da realidade e propiciar ao aluno um conjunto articulado de conhecimentos significativos, a partir do que ele já sabe. Isso implica um planejamento coletivo e um trabalho cooperativo dos professores, pois é exatamente isso o que significa interdisciplinaridade, sem desconsiderar a complexidade necessária, aquela possível considerando um currículo real em ação.

20.2. Fundamentação da Proposta Curricular do Ensino Fundamental
O Ensino fundamental é a etapa inicial da educação básica no Brasil, com duração de nove anos, envolvendo crianças e adolescentes com idade entre 06 e 14 anos. Este foi reformulado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em 1996, tomando o lugar do então chamado Ensino de Primeiro Grau.
A duração obrigatória do Ensino Fundamental foi ampliada de oito para nove anos pelo Projeto de Lei nº 3.675/04, passando a abranger a Classe de Alfabetização (fase anterior ao 1º ano, com matrícula obrigatória aos seis anos) que, até então, não fazia parte do ciclo obrigatório (a alfabetização na rede pública e em parte da rede particular era realizada normalmente na 1ª série).
Lei posterior (11.114/05) ainda deu prazo até 2010 para que estados e municípios se adaptassem às novas regras.
O Ensino Fundamental é subdividido em dois níveis, a saber: dos seis aos dez anos, classe de alfabetização, indo do primeiro ao quinto ano (caracterizado pela alfabetização e solidificação dos conteúdos básicos); a segunda parte vai do sexto ao nono ano, normalmente dos onze aos 14 anos do aluno, se ele sempre tiver sido aprovado nas séries anteriores, ou seja, não ter repetido algum ano (caracterizado pela diversificação e especificidade dos conteúdos).
Nessa fase de ensino, as crianças e adolescentes são estimulados a aprender através de atividades lúdicas, jogos, leituras, imagens e sons, principalmente no primeiro nível. Através dos vários processos pedagógicos, busca-se conduzir a criança ao conhecimento do mundo pessoal, familiar e social.
No segundo nível, os pré-adolescentes costumam ter um professor por disciplina, além de ter um maior horário de estudo, e também uma disciplina mais abrangente, que servirá de base para que o aluno inicie o seu Ensino Médio.
As diretrizes norteadoras da educação fundamental estão contidas na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e nas Diretrizes Curriculares para o Ensino Fundamental.
O Ensino Fundamental deverá atingir sua universalização, sob responsabilidade do Poder Público considerando a indissociabilidade entre acesso, permanência e qualidade da educação escolar. O direito ao Ensino Fundamental não se refere apenas à matrícula, mas ao ensino de qualidade, até sua conclusão.
Para garantir melhor equilíbrio e desempenho dos alunos, faz-se necessário ampliar o atendimento social com projetos voltados à educação, à alimentação escolar, ao livro didático a ao transporte escolar, reforçando o Projeto Político-Pedagógico da escola, como a própria expressão da organização educativa da unidade escolar surge o Conselho Escolar e a Associação de Pais e Professores, que deverão orientar-se pelo princípio democrático da participação da comunidade, os alunos, os pais, os professores e demais trabalhadores da educação.

20.2.1. Princípios Pedagógicos
Com a reformulação da proposta curricular, entendemos que os princípios que vão dar sustentação a função socializadora da escola, assim como a formação daqueles que vão atuar nela, são: trabalho como princípio educativo, a práxis como princípio curricular e, por último, o direito da criança ao atendimento escolar.
As categorias que dão sustentação a esses princípios são: o trabalho, a ciência e a cultura. O trabalho que é princípio educativo fundamental a ser socializado desde a infância, a ciência que é colocada para nós, que a escola é o mundo dos saberes: saber da ciência, da cultura, da experiência, do saber agir, do saber sentir, do saber olhar, do saber pensar…é o mundo do conhecimento.

20.3. Trabalho Coletivo

20.3.1. Prática Transformadora
Os projetos educativos formulados na nossa escola são elaborados junto a toda a comunidade escolar (alunos, professores, equipe pedagógica, direção e funcionários). Estes são realizados mediante um processo contínuo de reflexão sobre a prática pedagógica, onde se discute, propõe, realiza, acompanha, avalia e registra as ações que vão ser desenvolvidas para atingir os objetivos coletivamente delineados.
Nesse processo, se produz o conhecimento, construindo-o e reconstruindo-o cotidianamente na sala de aula e fora dela, com base em estudos teóricos e em outras áreas afins.
Ao se elaborar projetos educativos, entende-se que o professor e a escola devem discutir e expor, de forma clara, valores coletivos, delimitando prioridades, definindo resultados desejados e incorporando a auto-avaliação ao seu trabalho, em função dos conhecimentos da comunidade em que atua.
A elaboração de projetos educativos deve ser claramente definida, de forma a permitir investimentos que estejam de acordo com as diferentes necessidades da comunidade, buscando cada vez mais, um equilíbrio entre as condições de trabalho de cada escola.
No trabalho pedagógico por projetos, cabe ao professor e à direção, coordenar a elaboração dos mesmos e buscar, nas demais instituições da comunidade (órgãos públicos, privados e empresas), a possibilidade de realização de parcerias e convênios de cooperação.

21. O que a escola pretende do ponto de vista político-pedagógico
A escola é responsável pela promoção do desenvolvimento do cidadão, no sentido pleno da palavra. Então, cabe a ela definir-se pelo tipo de pessoa que deseja formar, de acordo com a sua visão de sociedade. Cabe-lhe também a incumbência de definir as mudanças que julga necessário fazer nessa sociedade, através das mãos do cidadão que irá formar.
Assim, pretendemos lutar para a consignação de uma sociedade justa, solidária, sem corrupção, sem pré-conceitos, pacífica, fraterna e mais humana, onde o homem possa ser reconhecido pelo “ser” e não pelo “ter”.
Queremos, na coletividade de pensamento, uma sociedade onde todos tenham condições de uma vida mais digna.

21.1. O que se quer para os alunos
Um sujeito que seja consciente de seu papel como cidadão, crítico, empreendedor, no sentido de estar constantemente em busca de novas informações acerca do conhecimento e em relação ao mundo do trabalho, criativo, consciente de seus direitos e obrigações, e, sobretudo, com conhecimento e atitudes que possam contribuir para a transformação da realidade em que vivemos.

21.2. Que escola queremos
A escola que queremos é aquela em que os conhecimentos se atualizam constantemente, priorizando a formação formal (conhecimentos), aliada à formação humana (valores), salientando-se a visão de ofertar uma educação que seja voltada à formação científica, mas que ao mesmo tempo, resgate a “essência” do ser humano, nas suas múltiplas dimensões.

21.3. Sonhar e construir juntos
No tocante ao saber, enfatizamos a relação saber – pensar – agir.
Almeja-se ofertar um tipo de saber que realmente condiga com a realidade daquilo que é básico para sua vida e prosseguir seus estudos e que esses saberes acumulados possam realmente ser aplicáveis em seu dia a dia.
Nossa escola assume a responsabilidade de oferecer condições ao aluno para conhecer os saberes acumulados pela Humanidade, proporcionando-lhe uma visão mais ampla com os conhecimentos da atualidade.
Assim, partilha-se do pensamento de que as transformações sociais exigem um novo tipo de escola e, consequentemente, um novo tipo de educação e formação, para uma nova sociedade.
Esse aspecto se caracteriza como um dos princípios norteadores do compromisso constante de todos os agentes educativos de nossa escola, envolvidos no processo, criando-se a visão da necessidade de uma educação que dê conta de formar pessoas capazes de ser sujeitos de suas vidas, conscientes de suas opções, valores e projetos e atores sociais comprometidos com um novo tipo de sociedade e de Humanidade.

22. Ato Operacional
O ato operacional delineia a luta esperançosa – as mudanças significativas a serem alcançadas e define as grandes linhas de ação e a reorganização do trabalho pedagógico da escola na perspectiva administrativa, pedagógica, financeira e político-educacional.

22.1. Ações para os problemas
Em se tratando das realidades em que a qualidade é levada em consideração, temos o alicerce de toda prática pedagógica bem sucedida.
A todo o momento o ser humano planeja suas ações, suas decisões, seu trabalho, sua vida, com o ofício docente não é diferente. As boas práticas em sala de aula mostram-se eficientes e eficazes no cenário educacional justamente porque foram planejadas, a partir de uma postura reflexiva sobre a prática a ser empreendida.
O plano de ação da Escola, do Gestor, do Pedagogo e do Professor é a base de todo o currículo escolar. Planos de ensino, diretrizes, parâmetros, planos anuais, planos de aula, planos de atividade, todos, cada um em sua instância, são tarefas a serem cumpridas, visando sempre um ensino de qualidade.
É a partir do plano de ação destas instâncias que o professor, o pedagogo, o gestor, enfim, a escola, podem reanalisar sua atuação e possibilitar um resultado eficaz e eficiente.
Assim, entendemos que é importante desencadear um processo de repensar todo o ensino, buscando um significado transformador para os elementos curriculares básicos:
– objetivos da educação escolar (para que ensinar e aprender?);
– conteúdos (o que ensinar e aprender?);
– métodos (como e com o que ensinar e aprender?);
– tempo e espaço da educação escolar (quando e onde ensinar e aprender?);
– avaliação (como e o que foi efetivamente ensinado e aprendido?).

22.2. Redimensionamentos da organização do trabalho pedagógico
Faz-se necessário redimensionar / reconstruir o projeto pedagógico institucional para que passe a integrar todas as ofertas formativas em um conjunto sistêmico, consistente, coerente e intencionado de atividades pedagógicas, voltadas, indissociavelmente, para o ensino, a pesquisa e a extensão, que devem ocorrer em um ambiente de constante interação com o mundo do trabalho e a sociedade em geral.
Além disso, a ação da Instituição deve estar fundamentada pelos princípios emanados da Constituição Federal e da LDB, de forma que suas ações educativas devem ser pautadas pelos seguintes princípios: liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas; respeito à liberdade e apreço à tolerância; valorização do profissional da educação; gestão democrática; garantia de um padrão de qualidade; valorização da experiência extra-escolar; e vinculação entre a educação escolar, o mundo do trabalho e as práticas sociais.

23. Tipo de gestão

Gestão democrática
Na perspectiva de uma gestão democrática, impregnada por uma atmosfera que respira a escola, na circulação das informações, na divisão do trabalho, no estabelecimento do calendário escolar, na distribuição das aulas, no processo de elaboração de projetos, na formação de grupos de trabalho, na capacitação dos recursos humanos, estaremos buscando a auto realização, compreensão do sentido da vida, e elaboração consolidada de um repertório saudável que proporcione alegria de viver, de amar e de servir.
O tipo de gestão proposto em nosso Projeto Político-Pedagógico está norteado pelo princípio da gestão democrática, onde toda a comunidade escolar e os usuários da escola deverão agir como co-gestores e não apenas como fiscalizadores e, menos ainda, como meros receptores dos serviços educacionais. Pais e mães, alunas e alunos, professores e funcionários assumem sua parte de responsabilidade pelo projeto da escola que queremos.
Portanto, compartilhamos a visão de inúmeras razões que justificam a implantação de um processo de gestão democrática na escola:
– A escola deve formar para a cidadania e, para isso, ela deve dar o exemplo;
– A gestão democrática da escola é um passo importante no aprendizado da democracia;
– A escola não tem um fim em si mesma. Ela está a serviço da comunidade. Nisso, a gestão democrática da escola está prestando um serviço também à comunidade que a mantém;
– A gestão democrática pode melhorar o que é específico da escola: o seu ensino. A participação na gestão da escola proporcionará um melhor conhecimento do funcionamento da escola e de seus atores; estreitando o contato entre professores e alunos, o que aumentará o conhecimento mútuo e, em conseqüência, a aproximação entre as necessidades dos alunos e os conteúdos ensinados pelos professores.
– A autonomia e a participação – pressupostos do projeto político-pedagógico da escola – não se limitam à mera declaração de princípios consignados em algum documento.
– Sua presença precisa ser mantida no Conselho de Escola ou Colegiado, mas também na escolha do livro didático, no planejamento do ensino, na organização de eventos culturais, de atividades cívicas, esportivas, recreativas. Não basta apenas assistir às reuniões.
– A gestão democrática envolve atitude e método. A atitude democrática, que busca a participação e a transparência, é essencial, mas não suficiente. Precisa de métodos democráticos, de efetivo exercício de participação que alcance resultados. Nesse aspecto ela é um aprendizado, que demanda tempo, atenção e trabalho. A gestão democrática deve estar impregnada por uma atmosfera de ampla circulação das informações que facilite os processos de divisão do trabalho, estabelecimento do calendário escolar, a distribuição das aulas, a formação de grupos de trabalho, a capacitação dos recursos humanos etc…
Assim, aliado ao princípio da gestão, apresentamos as considerações abaixo, que especificam ”A escola dos nossos sonhos”. Ações que podem ser viabilizadas e implementadas no seio da escola para que se consiga atingir a escola ideal para todos:
– Trabalhar, de modo interativo, em parcerias com outras instituições sociais para assim poder cumprir seu papel social de construção e democratização do conhecimento;
– Trabalhar a partir da realidade do aluno, somadas a outras realidades construindo com ele uma nova leitura de mundo;
– Dotar a escola de infra-estrutura que permita o estímulo à prática de atividades esportivas, artísticas e culturais com a finalidade primordial de minimizar a evasão escolar;
– Implementar bibliotecas com bibliografias recentes atualizadas, em todas as áreas pedagógicas; tendo a intenção de formar o cidadão crítico;
– Construir uma escola inclusiva que ouça a voz dos alunos e valorize a experiência do professor.
No tocante à recuperação de estudos, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei N.º 9394/96), especifica em seu Artigo 13, Inciso IV, sobre a incumbência do professor de: “estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento”. Entendemos aqui que o trabalho de recuperação do aluno com dificuldades de aprendizagem seja paralelo, pois deve envolver um trabalho pedagógico, buscando as condições que efetivem a reabilitação como processo de reeducação e não como mera repetição de uma prova de avaliação.
Ainda, na organização escolar, que se quer democrática, em que a participação é elemento inerente à consecução dos fins, em que se busca e se deseja práticas coletivas e individuais baseadas em decisões tomadas e assumidas pelo coletivo escolar, exige-se da equipe diretiva, que é parte desse coletivo, liderança e vontade firme para coordenar, dirigir e comandar o processo decisório como tal e seus desdobramentos de execução. Liderança e firmeza no sentido de encaminhar e viabilizar decisões com segurança, como elementos de competência pedagógica, ética e profissional para assegurar que decisões tomadas de forma participativa e respaldadas técnica, pedagógica e teoricamente sejam efetivamente cumpridas por todos. Para isso, a importância, como afirma Gramsci, de que “as normas devam ser estabelecidas pela própria coletividade, o que na escola seria envolver a todos na definição do caminhar” da escola.
Assim, cada segmento existente na escola, deve lançar mão de seu compromisso para com a escola, pois pertencentes às instâncias colegiadas, estas podem “fazer a diferença” no dia a dia da instituição. Portanto, apresentamos a seguir o papel específico de cada instância existente em nossa escola, para a construção de uma escola de qualidade.

23.1. Papel específico de cada segmento da comunidade escolar

23.1.1. Gestor
O gestor administra, dirige e coordena todas as atividades da escola. Portanto, as atividades do gestor incluem:
– Cumprir e fazer cumprir os horários e calendário escolar;
– Coordenar o planejamento das atividades e dos serviços do estabelecimento;
– Montar o horário com o apoio da equipe-pedagógica;
– Viabilizar formação continuada aos profissionais da escola;
– Organizar a hora-atividade dos professores para estudo;
– Organizar turmas, calendário letivo, distribuição das aulas e disciplinas, horário semanal de aulas e recreio;
– Dar atendimento aos professores, alunos, pais e comunidade;
– Coordenar o funcionamento da secretaria e responder pelo orçamento anual;
– Cuidar para que as leis referentes ao ensino sejam cumpridas, de acordo com o regimento escolar;
– Integrar a escola à comunidade e a família, organizando reuniões e promovendo eventos comemorativos;
– Representar a configuração da autoridade administrativa, responsável geral pelo desenvolvimento das atividades escolares e pelo adequado desempenho de um grupo de profissionais com relação ao alcance de um objetivo estabelecido. Em suas atividades ele deve administrar: os recursos materiais necessários à escola; o pessoal em geral (distribuição de funções); o corpo discente (organização das aulas); e a estrutura total da escola (incluindo a formal e informal);
– Representar oficialmente a unidade escolar;
– Manter-se constantemente atualizado nas áreas que lhe competem;
– Coordenar a elaboração, execução e avaliação do Projeto Político Pedagógico da unidade escolar;
– Indicar os responsáveis pela divulgação e execução das promoções escolares;
– Convocar e presidir reuniões;
– Aplicar recursos financeiros, ouvindo o Conselho Escolar/APP e a Entidade Mantenedora;
– Dinamizar o fluxo de informações entre a unidade escolar e os órgãos oficiais;
– Assinar toda a documentação relativa à vida escolar dos alunos e da unidade escolar;
– Promover a interação com outras unidades escolares e a comunidade;
– Fazer cumprir as determinações previstas no PPP e Regimento Interno, no que tange às questões disciplinares, ouvindo o Conselho de Classe; e resolver os casos omissos;
– Secretariar as reuniões do Conselho Escolar/APP na falta do titular;
– Confeccionar o orçamento anual da Unidade Escolar e suas adequações, buscando o funcionamento eficiente e adequado de todos os serviços prestados pela unidade escolar;
– Atuar como responsável por todos os valores e equipamentos pertencentes à unidade escolar e ter o registro dos mesmos;
– Dirigir, controlar e fiscalizar as Receitas e Despesas, tendo em vista a aplicação correta e necessária ao bom funcionamento de todos os serviços da Unidade Escolar;
– Responsabilizar-se por todos os pagamentos de impostos, taxas e contribuições que estejam sujeitas às atividades escolares;
– Efetuar a cobrança das mensalidades escolares;
– Defender os interesses da Unidade Escolar através da organização e arquivamento dos registros de todas as atividades que resultem em provas;
– Responsabilizar-se por todas as tarefas e rotinas administrativo-financeiras, de pessoal, de conservação e manutenção da Unidade Escolar, fazendo controle de todos os recursos financeiros, suas aplicações e prestação de contas, de acordo com as normas e prazos estabelecidos e manter os registros contábeis em dia;
– Controlar o livro de ponto e arquivar;
– Trabalhar em consonância com as orientações emanadas do Departamento de Educação da Entidade Mantenedora;
– Orientar os professores na elaboração, execução e avaliação em todo o seu fazer pedagógico de acordo com a linha pedagógica da Escola;
– Estimular o contínuo aperfeiçoamento do pessoal docente;
– Participar da composição de turmas, distribuição de carga horária, sistema de verificação do rendimento escolar, sistema de recuperação;
– Avaliar, sugerir e acompanhar o uso do material didático-pedagógico;
– Assessorar nas questões pedagógicas emitindo parecer e propondo medidas para melhorar a eficiência da educação;
– Manter relações interpessoais de caráter profissional de modo a suscitar o engajamento de forma que concorra para a realização plena das atividades pedagógicas;
– Analisar, emitir, parecer, planejar e acompanhar a operacionalização das adaptações de estudos, classificação, reclassificação e revalidação de estudos decorrentes do recebimento de transferência de alunos, junto à Secretaria;
– Coparticipar, buscando junto aos professores a solução de possíveis problemas de aprendizagem;
– Auxiliar no planejamento, implementação e avaliação dos projetos promovidos pela unidade escolar;
– Organizar e manter atualizado o dossiê individual dos alunos e das turmas;
– Ser o elo entre a Unidade Escolar e a família, objetivando o desenvolvimento integral do educando;
– Inteagir com pessoas e instituições que concorram para a concretização dos objetivos da Educação;
– Planejar e coordenar o processo de sondagem de interesses (aptidões e habilidades) visando despertar no educando a valorização do trabalho e a necessidade de uma escolha profissional consciente;
– Sistematizar o processo de acompanhamento dos alunos, encaminhando a outros especialistas aqueles que necessitem acompanhamento especial;
– Participar das reuniões de caráter pedagógico;
– Acompanhar, permanentemente, o processo de avaliação;
– Colaborar nos projetos da unidade escolar.
A função do gestor abrange três dimensões: pedagógica, social e burocrática. Para a execução destas funções, dele são separadas três habilidades: técnica, humana e conceitual.

23.1.1.1. Metas – 2016

23.1.1.1.1. Área Administrativa
– Realizar matrículas;
– Montar o cronograma de atividades escolares para o ano letivo;
– Acompanhar, controlar e avaliar o plano administrativo;
– Realizar reuniões de pais e professores por bimestres;
– Desenvolver atividades que garantam maior relacionamento entre escola e comunidade;
– Montar, juntamente com a Secretaria de Educação, o quadro de pessoal;
– Participar e representar a Unidade Escolar em todos os eventos sociais, religiosos, culturais, cívicos e desportivos;
– Promover as reuniões administrativo-pedagógicas mensais;
– Coordenar as avaliações internas e externas;
– Incentivar a realização dos projetos sociais e pedagógicos preestabelecidos.

23.1.1.1.2 Área Física e Patrimonial
– Colocação da cobertura da quadra esportiva
– Colocação de portão lateral
– Aquisição de impressora colorida
– Instalação da sala multifuncional
– Revitalização da horta e pomar escolar
– Aquisição de guarda-volumes para Sala dos Professores
– Aquisição de cadeiras estofadas para os professores nas salas de aula
– Aquisição de mesas para professores
– Aquisição de materiais de custeio e de capital com a subvenção do Mais Educação
– Aquisição de mesas e bancos
– Aquisição de bebedouro
– Ampliação do sistema de câmeras e monitoramento.

23.1.1.1.3 Área Social
– Promover reuniões de confraternização entre os professores;
– Promover pesquisa de campo com as turmas;
– Realizar excursão com os alunos;
– Promover programa de Dia das Crianças;
– Realizar diversos passeios de estudos com os alunos;
– Promover desfile de aniversário do município;
– Promover os projetos constantes neste PPP.

23.1.1.1.4 Área Financeira
– Manter o prédio em perfeitas condições de uso;
– Controlar caixa fixo e apresentar relatório mensal;
– Controlar livro-ponto;
– Encaminhar parte legal de pessoal à prefeitura;
– Manter os pagamentos em dia;
– Controlar conta bancária/poupança;
– Prover a compra de materiais.

23.1.1.1.5. Área Pedagógica
– Dar assessoria pedagógica;
– Promover o aperfeiçoamento dos professores nas áreas didático-pedagógicas;
– Colaborar e incentivar programas especiais;
– Realizar reuniões mensais com os professores;
– Enriquecer e divulgar materiais pedagógicos;
– Promover melhoria do processo ensino-aprendizagem;
– Incentivar a participação dos professores em cursos de aperfeiçoamento e grupos de estudos;
– Acompanhar e incentivar a elaboração e execução dos projetos e relatórios desenvolvidos pelos professores;
– Verificar diário de classe e documentos referentes ao setor acadêmico;
– Participar nos conselhos de classe;

23.1.1.1.6. Área Educacional
– Promover palestras para professores, pais e alunos;
– Inteirar-se do grau de aproveitamento do aluno nas diversas disciplinas;
– Acompanhar os controles de classe;
– Conhecer a realidade psicológica de cada aluno;
– Manter as parcerias com os especialistas: psicóloga, psicopedagoga, fonoaudióloga, dentista e nutricionista;
– Situar o aluno, não só na vida escolar, como ao seu meio social e familiar;
– Promover e participar das semanas especiais;
– Promover e participar de campanhas e projetos comunitários.

23.1.2. Docentes
Os docentes são profissionais responsáveis por transmitir ao aluno, informações sobre vários campos do conhecimento, que compõe a proposta curricular estabelecida pelas instâncias superiores de educação.
Além disso, os mesmos devem procurar propiciar ao aluno um ensino dinâmico e criativo, que estimule a aprender, raciocinar, adequando os ensinamentos a cada faixa etária e a cada contexto sócio-econômico. Ao mesmo tempo em que ensinam os professores também formam os jovens nos aspectos de hábitos e atitudes, transmitindo lições de disciplina, solidariedade, respeito ao próximo e consciência de cidadania. Portanto, o professor deverá ter três qualidades fundamentais: a atitude do verdadeiro educador, domínio de conteúdos e capacidade de fazer com que o aluno se interesse pelos conteúdos.
Atribuições dos docentes:
– Contribuir para o desenvolvimento da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;
– Elaborar o plano de ação do docente anual de sua disciplina e trabalhar pelo seu cumprimento em consonância com a proposta curricular e pedagógica do estabelecimento de ensino, com os princípios norteadores das políticas educacionais da Secretaria Municipal da Educação e com a legislação vigente para a Educação Nacional;
– Realizar a transposição didática dos conhecimentos selecionados, respeitando as especificidades dos alunos;
– Conduzir sua ação escolar contemplando as dimensões teóricas e práticas dos saberes e atividades escolares;
– Realizar a avaliação da aprendizagem de modo a acompanhar o processo de construção do conhecimento dos alunos;
– Elaborar instrumentos de avaliação diversificados;
– Intervir para que os alunos possam superar eventuais defasagens e/ou dificuldades;
– Assumir compromisso com a formação continuada, participando dos programas de capacitação ofertados pela mantenedora e/ou por outras instituições, mantendo atitude permanente de estudo, pesquisa e produção;
– Desenvolver procedimentos metodológicos variados que facilitem e qualifiquem o trabalho pedagógico;
– Organizar a rotina de sala de aula, observando e registrando dados que possibilitem intervenções adequadas, sobretudo nos momentos de dificuldade no processo ensino-aprendizagem e situações conflituosas;
– Utilizar o espaço e o tempo em sala de aula e demais ambientes escolares;
– Procurar identificar e respeitar as diferenças entre os alunos;
– Conhecer e utilizar técnicas e recursos tecnológicos, como instrumentos de apoio pedagógico;
– Exprimir-se com clareza na correção de atividades propostas aos alunos;
– Conduzir os procedimentos em sala de aula de maneira emocionalmente equilibrada e ter capacidade para mediar situações de conflito;
– Desenvolver aulas que proporcionem a interação aluno-professor e aluno-aluno, favorecendo a atitude dialógica;
– Adotar uma postura reflexiva, crítica, questionadora, orientando os alunos a formular e expressar juízos sobre temas, conceitos, posições e situações;
– Expressar-se por meio de várias linguagens, visando o enriquecimento e a inteligibilidade de suas aulas bem como dos materiais produzidos para apoio pedagógico;
– Expressar-se verbalmente de maneira objetiva e compreensível, com dicção clara;
– Desenvolver as aulas de forma dinâmica, versátil e coerente com a disciplina e especificidades dos educandos;
– Obedecer aos preceitos vigentes na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Estatuto da Criança e do Adolescente, na Legislação Estadual e demonstrar, em situações práticas, as atividades propostas aos educandos, utilizando-se como referência os estímulos visuais, auditivos e motores;
– Trabalhar, demonstrativa e conceitualmente, com materiais específicos de sua área/disciplina;
– Participar e/ou colaborar com atividades lúdicas, culturais e desportivas dinamizadas dentro do contexto escolar.
– Selecionar livros, textos, materiais e atividades complementares, vídeos, dinâmicas de grupo, experiências, passeios e visitas, estabelecendo um cronograma, aplicando e avaliando no dia a dia as atividades planejadas;
– Propor jogos recreativos e exercícios para estimular o desenvolvimento global do educando;
– Ser amável, alegre e carinhoso;
– Manter a disciplina da sala de aula e fora dela;
– Elaborar os planos anual e semanal de ensino, apresentando-os à direção sempre na primeira janela semanal;
– Incorporar o Projeto Político Pedagógico como parte de si mesmo;
– Elaborar projetos de ensino e colocá-los em prática;
– Participar dos Conselhos de Classe, auxiliando na resolução de problemas;
– Zelar pelo cumprimento do Calendário Escolar;
– Atuar, quando solicitado, como professor conselheiro;
– Proceder à observação dos alunos, identificando necessidades e carências de ordem social, psicológica, material e de saúde que interfiram na aprendizagem, encaminhando-os aos professores conselheiros, psicóloga, fonoaudióloga e orientador educacional;
– Manter contato com os pais ou responsáveis, informando-os sobre o desenvolvimento do aluno, obtendo dados de interesse para o processo educativo;
– Participar de atividades cívicas, culturais e educativas da comunidade;
– Ser um exemplo de caráter sólido dentro e fora da escola;
– Responsabilizar-se pela utilização, manutenção e conservação de equipamentos e instrumentos em uso nos ambientes especiais, próprios de sua área curricular;
– Executar e manter atualizados os registros relativos as suas atividades específicas (diário de classe, planos de aula, anotações individuais de alunos, boletins de avaliação, pareceres individuais e coletivos de aluno etc.);
– Colaborar na formação moral, espiritual e intelectual dos alunos, orientando e exemplificando elevados padrões de urbanidade, civismo e pontualidade no cumprimento do dever;
– Manter com os colegas e demais funcionários, espírito de colaboração e solidariedade, além de bom relacionamento;
– Exercer quaisquer outras funções não previstas neste PPP, quando designado, mesmo temporariamente;
– Comunicar à Direção qualquer medida disciplinar que tenha tomado em relação ao aluno;
– Economizar, contribuindo para diminuir os gastos da escola;
– Procurar a monitoria da escola quando da necessidade de materiais ou qualquer outra atividade que venha a afastá-lo da sala de aula
– Acompanhar os alunos nas atividades extraclasse (parque, sala de jogos, brinquedoteca, intervalo, início e final de aulas etc.);
– Circular pelos pátios da escola, por entre os alunos, nos horários de recreio, assembléias, início e término das aulas;
– Controlar as saídas dos alunos da sala de aula, seja para ir ao banheiro ou qualquer outra atividade;
– Acompanhar os alunos, não os deixando sozinhos sob qualquer hipótese;
– Considerar-se responsável por tudo que acontece na escola, contribuindo com a manutenção do prédio escolar, da integridade física, moral, intelectual e espiritual de si próprio, dos alunos e demais funcionários da escola;
– Utilizar as janelas (aulas de Educação Física, Inglês e Artes) para preparação e busca de materiais (cartolinas, folhas, fitas de vídeo, utilização do mimeógrafo, xerox) que venham a ser utilizados nas aulas;
– Desenvolver atividades que explorem conhecimentos gerais como: notícias de jornais e datas comemorativas, entre outros, promovendo um relacionamento cooperativo de trabalho com seus colegas, pais, e com os diversos segmentos da sociedade;
– Organizar tarefas coletivas para estimular a socialização dos educandos, resguardando sempre o respeito e integridade;
– Entender as dificuldades e necessidades individuais de cada aluno, assegurando que, no âmbito escolar, não ocorra tratamento discriminativo de cor, raça, religião ou classes sociais;
– Ser assíduo e pontual nos seus compromissos, chegando com dez minutos de antecedência para o ajuste de seus materiais;
– Comunicar com antecedência, sempre que possível, os atrasos e faltas eventuais, para que sejam tomadas as providências necessárias;
– Participar ativamente de reuniões, comemorações e atividades cívicas promovidas no estabelecimento de ensino.

23.1.3 Secretária e assistente técnico-administrativo
Segundo a LDB 9.394/96, no capítulo I, Seção II, Artigo 7º, a Secretária tem responsabilidade de manter organizada e atualizada a documentação dos educandos.
Atribuições da secretária e do assistente técnico administrativo:
A secretária ou o assistente técnico-administrativo terá como encargo, todo serviço de escrituração, documentação escolar e correspondência do estabelecimento, devendo ser observadas também as seguintes funções:
– Participar da elaboração, execução e avaliação do Projeto Político Pedagógico;
– Assentar-se com os setores técnico-pedagógicos para que, nos prazos previstos, sejam fornecidos todos os resultados escolares dos alunos, referentes às programações regulares e especiais;
– Manter atualizadas as pastas e registros individuais dos alunos e de pessoal, quanto à documentação exigida e permanente compilação e armazenamento de dados;
– Manter atualizadas as cópias da legislação em vigor;
– Evitar o manuseio, por pessoas estranhas ao serviço, bem como a retirada do âmbito da Unidade Escolar, das pastas, livros, diários de classe e registros de qualquer natureza, salvo quando oficialmente requeridos pelo órgão autorizado;
– Participar do planejamento geral da Unidade Escolar e demais reuniões, com vistas ao registro da escrituração escolar e arquivo;
– Adotar medidas que visem preservar toda a documentação sob sua responsabilidade;
– Executar outras tarefas delegadas pelo Administrador da Unidade Escolar no âmbito de sua competência;
– Lavrar atas e anotações de resultados finais, de recuperação e provas;
– Cuidar do recebimento de matrículas e transferências e respectiva documentação;
– Cuidar da comunicação externa do Estabelecimento com a comunidade escolar e com terceiros;
– Auxiliar na disciplina;
– Supervisionar entradas e saídas dos alunos;
– Zelar pela conservação da área escolar;
– Preservar a manutenção física do Colégio;
– Controlar a manutenção dos multimeios;
– Encaminhar os pais e visitantes aos setores solicitados;
– Distribuir correspondências e comunicados;
– Controlar o uso dos laboratórios e salas especiais;
– Cumprir as obrigações inerentes às atividades administrativas da secretaria, quanto ao registro escolar do aluno referente à documentação comprobatória, necessidades de adaptação, aproveitamento de estudos, progressão parcial, classificação, reclassificação e regularização de vida escolar;
– Atender a comunidade escolar e demais interessados, prestando informações e orientações;
– Cumprir a escala de trabalho que lhe for previamente estabelecida;
– Participar de eventos, cursos, reuniões, sempre que convocado, ou por iniciativa própria, desde que autorizado pela direção ou pela Secretaria Municipal da Educação, visando ao aprimoramento profissional de sua função;
– Controlar a entrada e saída de documentos escolares, prestando informações sobre os mesmos a quem de direito;
– Organizar os serviços do seu setor;
– Efetivar os registros na documentação oficial como Ficha Individual, Histórico Escolar, Boletins, Certificados, Diplomas e outros, garantindo sua idoneidade;
– Organizar e manter atualizado o arquivo ativo e conservar o arquivo inativo da escola;
– Classificar, protocolar e arquivar documentos e correspondências, registrando a movimentação de expedientes;
– Realizar serviços auxiliares relativos à parte financeira, contábil e patrimonial do estabelecimento, sempre que solicitado;
– Coletar e digitar dados estatísticos quanto à avaliação escolar, alimentando e atualizando o sistema informatizado;
– Executar trabalho de mecanografia, reprografia e digitação;
– Zelar pelo sigilo de informações pessoais de alunos, professores, funcionários e famílias;
– Manter e promover relacionamento cooperativo de trabalho com seus colegas, com alunos, com pais e com os demais segmentos da comunidade escolar;
– Exercer as demais atribuições decorrentes do Regimento Escolar e aquelas que concernem à especificidade de sua função.

23.1.3.1. Metas – 2016

Matrícula
Preenchimento da ficha cadastral, conforme documentos: certidão de nascimento, fotos, regulamento assinado, atestado de frequência, declaração de aptidão física, documentos do responsável (CPF e RG) e carteira de vacina. Obs: Repassar todos os dados para o livro de matrículas.

Fichas individuais
Conferir dados pessoais conforme certidão e preencher cabeçalho da ficha, registrar bimestralmente notas e faltas, revisar e assinar. Colocar carimbo da escola.
Atendimento aos pais, professores, alunos e telefones
Atendimento cordial a todos os pais, alunos, superiores e telefones.

Histórico escolar
Preencher cabeçalho conforme a certidão do aluno e os dados escolares, carimbo e com assinatura do diretor e secretária. Preencher as notas de transferência recebida, com nome da escola que freqüentou ou conforme ficha individual. Emitir histórico em duas vias, ficando uma na pasta do aluno.

Boletim escolar
Preenchimento dos boletins conforme diário de classe, com nome, série e turno.

Correspondência
Zelar pelo recebimento e expedição de correspondências (atestados, ofícios, declarações), bem como o registro em protocolo.

Calendário (participação)
Planejar calendário escolar junto à direção e zelar pelo seu cumprimento.

Atas de resultados finais
Preencher o formulário de ata conforme os dados solicitados, em ordem alfabética conforme a turma, registrar as notas sem emenda ou rasuras, assinar e carimbar.

Conselho de Classe
Participar dos Conselhos de Classe realizados na escola, anotando os conceitos em atas.

Chamada provisória
Organizar chamada provisória conforme as matrículas realizadas até o início das aulas.

Diário de classe
Confecção do diário de classe com os nomes em rigorosa ordem alfabética e com dados de identificação na capa. Orientar os professores quanto ao preenchimento e revisar junto com a direção ou supervisão bimestralmente. Os mesmos deverão ser entregues até 30 dias após o início das aulas.

Arquivos
Organizar o arquivo ativo – em pasta individual com todos os documentos exigidos no ato da matrícula, por série, em ordem alfabética.
Arquivo passivo – organizar conforme o número recebido no ato da matrícula.

Incineração
Todos os documentos que forem incinerados, deverão ser registrados no livro de ata, com termo de abertura ou encerramento.

Assinaturas de fichas e relatórios
Assinar e revisar fichas e relatórios juntamente com o diretor.

Preencher os Livros Oficiais.
Preencher os livros oficiais a cada reunião, os quais deverão conter o termo de abertura

Lista de resultados finais
Preparar a listagem de aprovação e reprovação de alunos, colocando-a em local visível.

Ficha de Movimento Bimestral
Preencher corretamente, a cada final de bimestre, a ficha de movimento bimestral exigida pela Secretaria da Educação e enviá-la ao destino final.

Cardápio Mensal
Organizar, juntamente com as merendeiras, o cardápio mensal, enviando uma cópia à Secretaria da Educação.

Certificado do Ponto
Registrar e exigir entrega de atestados médicos ou de qualquer outro a fim de anexá-lo ao Certificado de Ponto.
Preencher o Certificado de Ponto, anotando eventuais faltas dos funcionários e enviar à Secretaria da Educação.

Demonstrativo Contábil
Cobrar do tesoureiro da APP o preenchimento correto do demonstrativo contábil referente aos gastos de cada mês ou, se assim for resolvido pela diretoria da Associação de Pais e Professores, preencher o demonstrativo a fim de ser enviado à Secretaria Municipal.
Anotar gastos e arquivar notas fiscais e recibos.

Mensalidades da APP
Anotar o pagamento de mensalidades.
Assinar e carimbar carnês.

Equipamentos
Anotar a compra e recebimento de equipamentos no livro específico.
Adquirir livros técnicos.
Aumentar o número de mapas.

23.1.4. Orientador Pedagógico
A Orientação Educacional assessora o Administrador Escolar, professores, pais e alunos, buscando integrar a comunidade escolar, a fim de serem alcançados os objetivos filosóficos e pedagógicos estabelecidos na Proposta Pedagógica.
São atribuições do Orientador Educacional:
– Participar da elaboração, execução e avaliação da Proposta Pedagógica.
– Trabalhar em consonância com as orientações emanadas da Secretaria Municipal da Educação.
– Conhecer e nortear as atividades escolares em conformidade com o Projeto Político-Pedagógico da Unidade Escolar.
– Manter-se constantemente atualizado de modo a desempenhar satisfatoriamente suas atividades.
– Submeter à apreciação e à aprovação da Administração Escolar, seu plano de ação anual.
– Organizar e manter atualizado o dossiê individual dos educandos e das turmas.
– Participar, junto à Administração Escolar e à Coordenação Pedagógica, da composição de turmas, distribuição de carga horária, sistema de verificação do rendimento escolar e do sistema de recuperação.
– Ser o elo entre a Unidade Escolar e a família, objetivando o desenvolvimento integral do educando.
– Interagir com pessoas e instituições que concorram para a concretização dos objetivos da Orientação Educacional.
– Planejar e coordenar o processo de sondagem de interesses (aptidões e habilidades) visando despertar no educando a valorização do trabalho e a necessidade de uma escolha profissional consciente.
– Sistematizar o processo de acompanhamento dos educandos, encaminhando a outros especialistas aqueles que necessitem de atendimento especial.
– Acompanhar, permanentemente, o processo de avaliação do educando.
– Atuar em sintonia com o Coordenador Pedagógico estimulando o desempenho de atividades pedagógicas que atendam às necessidades individuais dos educandos.
– Participar e assessorar as atividades pertinentes ao Conselho de Classe.
– Manter relações interpessoais de caráter profissional de modo a suscitar o engajamento do grupo de forma que concorra para a realização plena das atividades pedagógicas.
– Colaborar nos projetos da Unidade Escolar.
– Participar da avaliação da Unidade Escolar com vistas à melhoria do processo educacional.

23.1.5. Bibliotecário
O bibliotecário conduzirá o educando às fontes de pesquisa e consulta, para professores e comunidade em geral, objetivando favorecer a formação de alunos críticos, reflexivos e com hábitos e interesses pela leitura.
Atribuições do Bibliotecário:
– Substituir professores;
– Catalogar livros, CDs, CD Room, fitas de vídeo etc;
– Organizar a biblioteca;
– Organizar o movimento de alunos na retirada e devolução de livros;
– Auxiliar nas pesquisas de alunos e comunidade em geral;
– Dirigir o Clube de Leitura (Projeto Leitura Viva);
– Efetuar a cobrança de livros extraviados e devolução fora do prazo;
– Ler e avaliar as produções textuais dos participantes do Clube de Leitura;
– Dar apoio e suporte didático-pedagógico aos professores;
– Supervisionar o movimento de alunos dentro e fora da biblioteca, no recinto escolar;
– Manter em dia as carteirinhas de aluno para empréstimo de livros;
– Participar do planejamento geral da Unidade Escolar e demais reuniões, com vistas ao registro da escrituração escolar e arquivo;
– Adotar medidas que visem preservar toda a documentação sob sua responsabilidade;
– Executar outras tarefas delegadas pelo Administrador da Unidade Escolar no âmbito de sua competência
– Auxiliar na disciplina;
– Manter controle do pátio escolar;
– Zelar pela conservação da área escolar;
– Preservar a manutenção física do Colégio;
– Controlar a manutenção dos multimeios.

23.1.6. Merendeira
Cabe à funcionária que exerce a função de merendeira a preparação dos alimentos, mantendo a higiene e conservação dos mesmos, assim como dos utensílios e local onde a merenda é servida.
A mesma deverá comparecer ao trabalho, devidamente trajada conforme normas e padrões de higiene da secretaria de saúde (avental, touca e luvas).
Cabe, ainda, os serviços de manutenção e limpeza, as tarefas de higiene e conservação do estabelecimento de ensino.
A execução das tarefas de manutenção e limpeza estará sobre a subordinação do gestor do estabelecimento.
Atribuições da merendeira:
– Zelar pelo ambiente da cozinha e por suas instalações e utensílios, cumprindo as normas estabelecidas na legislação sanitária em vigor;
– Selecionar e preparar a merenda escolar balanceada, observando padrões de qualidade nutricional;
– Servir a merenda escolar, observando os cuidados básicos de higiene e segurança;
– Informar ao diretor do estabelecimento de ensino da necessidade de reposição do estoque da merenda escolar;
– Conservar o local de preparação, manuseio e armazenamento da merenda escolar, conforme legislação sanitária em vigor;
– Zelar pela organização e limpeza do refeitório, da cozinha e do depósito da merenda escolar;
– Receber, armazenar e prestar contas de todo material adquirido para a cozinha e da merenda escolar;
– Auxiliar nos demais serviços correlatos à sua função, sempre que se fizer necessário;
– Respeitar as normas de segurança ao manusear fogões, aparelhos de preparação ou manipulação de gêneros alimentícios e de refrigeração;
– Participar das atribuições decorrentes do Regimento Escolar e exercer as específicas da sua função.
– Zelar pelo ambiente físico da escola e de suas instalações, cumprindo as normas estabelecidas na legislação sanitária vigente;
– Utilizar o material de limpeza sem desperdícios e comunicar à direção, com antecedência, a necessidade de reposição dos produtos;
– Zelar pela conservação do patrimônio escolar, comunicando qualquer irregularidade à direção;
– Auxiliar na vigilância da movimentação dos alunos em horários de recreio, de início e de término dos períodos, mantendo a ordem e a segurança dos estudantes, quando solicitado pela direção;
– Atender adequadamente aos alunos com necessidades educacionais especiais temporárias ou permanentes, que demandam apoio de locomoção, de higiene e de alimentação;
– Auxiliar nos serviços correlatos à sua função, participando das diversas atividades escolares;
– Cumprir integralmente seu horário de trabalho e as escalas previstas, respeitado o seu período de férias;
– Participar de eventos, cursos, reuniões sempre que convocado ou por iniciativa própria, desde que autorizado pela direção, visando ao aprimoramento profissional;
– Coletar lixo de todos os ambientes do estabelecimento de ensino, dando-lhe o devido destino, conforme exigências sanitárias;
– Exercer as demais atribuições decorrentes do Regimento Escolar e aquelas que concernem à especificidade de sua função;
– Controlar o prazo de validade dos alimentos, utilizando aqueles que estiverem mais próximos do vencimento;
– Controlar as entradas de estranhos na cozinha;
– Preparar a merenda de acordo com as especificações da nutricionista e preferências do alunado;
– Relacionar-se harmonicamente com seus companheiros de trabalho;
– Informar a direção da escola quando da falta de material de limpeza, alimentos ou da necessidade de manutenção do prédio escolar;
– Manter-se exemplar no asseio pessoal;
-Utilizar o vestuário especificado pela nutricionista;
– Abrir e fechar a escola sempre acionando e desativando o sistema de alarme;

23.1.7. Monitor
– Manter o prédio em excelentes condições de uso;
– Controlar o movimento de alunos e professores dentro do recinto escolar;
– Auxiliar e assessorar professores e administração escolar quando da solicitação de materiais didático-pedagógicos ou de outra natureza;
– Auxiliar e conduzir o trabalho de merendeiras e serventes;
– Abrir e fechar portões e portas da escola;
– Controlar as solicitações de saída de alunos do recinto escolar;
– Acionar a campainha (sinal) de início e final de cada aula nos horários pré-fixados;
– Auxiliar professores no recreio monitorado;
– Executar outras tarefas delegadas pelo Gestor da Unidade Escolar no âmbito de sua competência;
– Auxiliar na disciplina;
– Manter o controle do pátio escolar;
– Zelar pela conservação da área escolar;
– Preservar a manutenção física da Escola;
– Controlar a manutenção dos multimeios.

23.1.7. Estudante
– Ser responsável pela busca de seu próprio aprendizado;
– Realizar as atividades propostas pelos professores, coordenadores, orientadores, bibliotecárias ou administrador escolar;
– Responsabilizar-se pela entrega das atividades avaliativas como tarefas, trabalhos, provas, testes, sempre no dia especificado;
– Participar de todas as aulas, respeitando e contribuindo com o professor no sentido de produzir melhor aprendizagem do grupo;
– Manter a disciplina dentro do recinto escolar;
– Ter bons modos de conduta para com seus colegas dentro e fora da escola;
– Contribuir com os projetos solidários da escola;
– Cumprir as normas contidas no Regimento Escolar;
– Zelar pela manutenção do prédio escolar, dos móveis, utensílios e demais materiais utilizados no dia a dia letivo;
– Manter os pais informados de seu comportamento e aproveitamento escolar, entregando provas, trabalhos, boletins ou qualquer outro instrumento avaliativo, bem como recados ou correspondências oriundas da administração escolar ou professores;
– Zelar pela amizade entre companheiros de classe ou em classes diferentes;
– Abster-se de trazer à escola objetos ou qualquer coisa que possa ferir a saúde alheia;
– Manter a higiene e limpeza dentro e nos arredores da escola, utilizando sempre as lixeiras;

23.1.9. Professor-Conselheiro
– Assessorar alunos no que tange ao bom andamento da classe;
– Interceder junto a administração escolar pelos interesses estudantis da classe;
– Cuidar da ordem e disciplina da turma;
– Resolver questões de intrigas e indisciplina na sala de aula e fora dela;
– Aconselhar e auxiliar alunos em apresentações teatrais, excursões, passeios de estudos etc;
– Confeccionar o espelho de classe.

23.1.10. Líder de Classe
– Tomar a dianteira em eventos escolares;
– Auxiliar o professor no interior da sala de aula e fora dela quando solicitado;
– Entregar e responsabilizar-se por avisos decorrentes do movimento diário da escola;
– Participar do Conselho de Classe.

24. O papel das instâncias colegiadas (A.P.P., Conselho Escolar e o Grêmio Estudantil)

24.1. A.P.P. – Associação de Pais e Professores
Colegiado representativo de pais, professores e dos diversos segmentos da comunidade (sociedade civil). Essa associação possui um papel fundamental no andamento da escola, pois tem a incumbência de trabalhar em consenso com a direção para o bem da comunidade escolar, em torno de suas dificuldades em seus diversos aspectos. Tem também a incumbência de acompanhar detalhadamente o trabalho administrativo e pedagógico idealizado e realizado pela instituição.
Atribuições da A.P.P. – Associação de Pais e Professores:
As atividades e responsabilidades atribuídas à APP são regulamentadas no próprio estatuto, estando relacionadas com a escola e a comunidade.

24.2. Conselho Escolar
O Conselho Escolar é um órgão colegiado de natureza deliberativa, consultiva, normativa e fiscalizadora sobre a organização e a realização do trabalho pedagógico e administrativo do estabelecimento de ensino, em conformidade com a legislação educacional vigente e orientações da Secretaria Municipal da Educação.
O Conselho Escolar é composto por representantes da comunidade escolar comprometidos com a educação pública.
O Conselho Escolar tem como principal atribuição, aprovar e acompanhar a efetivação do Projeto Político-Pedagógico do estabelecimento de ensino.
Atribuições do conselho Escolar:
O Conselho Escolar é regido por Estatuto próprio, onde estão especificadas todas as funções a ele inerentes.

24.3. Grêmio Estudantil
Instância representativa dos alunos da escola. Possui papel relevante para a construção de uma escola democrática. Deve trabalhar em consenso com a direção no bom andamento das diversas atividades pedagógicas e administrativas propostas.
Atribuições do Grêmio Estudantil:
– Representar condignamente o corpo discente;
– Defender os interesses individuais e coletivos dos alunos da Escola;
– Incentivar a cultura literária, artística e desportiva de seus membros;
– Promover a cooperação entre administradores, funcionários, professores e alunos no trabalho escolar buscando seus aprimoramentos;
– Realizar intercâmbio e colaboração de caráter cultural e educacional com outras instituições;
– Lutar pela democracia permanente na escola, através do direito de participação nos fóruns internos de deliberação da escola.

25. Avaliação

25.1. Avaliação da Unidade Escolar
A entidade mantenedora (Prefeitura Municipal de Guabiruba), através do órgão competente, procede regularmente a avaliação global da escola, envolvendo cada serviço da Unidade Escolar, cujos resultados servirão de base para a reelaboração do Projeto Político-Pedagógico.
A Unidade Escolar, por sua vez, analisa bimestralmente, em reuniões de professores, os procedimentos e atitudes utilizados pela comunidade escolar.

25.2. Avaliação do Professor
A avaliação do professor é diagnóstica e capacitadora. Não objetiva saber se o professor é “bom” ou “mau’. Tem em vista a investigação do processo pedagógico em si. Procura verificar o grau de contentamento profissional dentro da escola, bem como suas próprias aspirações individuais. São avaliados todos os aspectos que envolvem o professor na escola: seu contato com os alunos, com os serviços, com os funcionários, com pais, enfim, com toda comunidade escolar. Além disso, são realizados exercícios de auto-avaliação, em quais cada professor busca ser o mais justo possível consigo mesmo, a fim de melhorar nos pontos falhos e crescer ainda mais nos pontos fortes.
A cada dois anos, os professores efetivos são avaliados conforme artigo 42 do Plano de Carreira do Magistério Público Municipal, realizado pela Secretaria da Educação e Cultura, para efeito de Progressão por Desempenho.

25.3. Avaliação dos Serviços
Da mesma forma, anualmente a escola realiza a avaliação de todos os serviços considerando objetivos, filosofia e finalidades expressas neste Projeto Político Pedagógico e no Regimento, afim de ajustar-se às reais aspirações da comunidade em que atua.

25.4. Avaliação do Educando
O processo avaliativo será visto sob a ótica em que o professor e aluno, numa relação dialética, construirão a aprendizagem, sendo ambos sujeitos desse processo de construção.
Para que a avaliação cumpra sua finalidade educativa, deverá privilegiar o conhecer, entendido como apreciação/discernimento num processo dialético, sendo fundamental a utilização de diferentes códigos, como verbal, oral, escrito, gráfico, numérico, pictórico, considerando as diferentes aptidões dos alunos.
A avaliação será um processo contínuo e cumulativo, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos, realizada por meio de observação sistemática e diversas produções dos alunos.
Na Educação Infantil, a avaliação terá característica diagnóstica e se processará através da observação sistemática, acompanhando o crescimento harmônico da criança, nos aspectos cognitivo, afetivo, social, físico e psicomotor, não tendo caráter de retenção nem de seleção.
A passagem do aluno da Educação Infantil, de um nível para outro, é automática, atendendo às exigências da idade cronológica prevista para cada nível e da maturidade cognitiva e emocional.
Os estudantes do 1º. ao 3º. anos (bloco de alfabetização) terão sua progressão garantida automaticamente conforme as diretrizes curriculares para o ensino fundamental de nove anos aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).
No Ensino Fundamental, os resultados da avaliação serão sintetizados em notas bimestrais, expressas numa escala de 0 (zero) a 10,0 (dez), fracionados até uma casa decimal em cada disciplina.
Os resultados da avaliação serão comunicados aos pais ou responsáveis através do boletim de notas. O rendimento escolar mínimo exigido para promoção é a nota 7,0 (sete) por disciplina.
A média anual é obtida pela média aritmética das médias bimestrais:

MA = 1º. B + 2º. B + 3º. B + 4º. B = > 7,0
4

Considerar-se-á promovido o aluno que obtiver média anual igual ou superior a 7,0 (sete) e freqüência a 75%.
O estudante que não conseguir alcançar a média anual 7,0 (sete) encontrar-se-á em exame, sendo que a média final deverá ser igual ou maior a 5,0 (cinco). O cálculo para a obtenção da média final com exame é feito da seguinte maneira:

                                                   MA x 7 + E x 3
10

Para a obtenção da média bimestral tanto professores quanto estudantes deverão levar em consideração:
1. O cálculo da nota final referente a cada bimestre dar-se-á através da seguinte fórmula:
• Conhecimento = 70 % da Nota (até o máximo de 7,0) de provas e avaliações diversas
• Participação = 30 % da Nota (até o máximo de 3,0)
– 1,0 até 0,0 > Responsabilidade
– 1,0 até 0,0 > Respeito
– 1,0 até 0,0 > Participação
• Exemplo: Um estudante tira 4,0 em uma prova, 7,5 em uma pesquisa, 5,8 em uma redação e 9,6 em um trabalho. Média de notas: 6,7 x 70% = 4,69 > 4,7.
Ele perdeu 0,3 pontos no quesito responsabilidade, manteve 1,0 em respeito e perdeu 0,5 ponto na participação. Nota de participação: 2,2
– Média Final: 4,7 + 2,2 = 7,0
2. O estudante terá o direito a ser submetido, no mínimo, a 3 (três) avaliações por bimestre. Estas avaliações deverão ser constituídas de diversas formas como, por exemplo, trabalhos, pesquisas, provas, entre outros.

25.5. Estudos de Recuperação
A unidade oferecerá estudos de recuperação, paralelamente ao ano letivo, com o objetivo de suprir as necessidades e deficiências no rendimento escolar dos alunos.
As recuperações serão realizadas durante os bimestres letivos, através de trabalhos, pesquisas, apresentações, provas extras, recapitulação, verificações e outros meios hábeis a critério do professor em comum acordo com a Administração Escolar. Além disso, ao final de cada bimestre, cada professor realizará devida revisão de conteúdos buscando recuperação dos mesmos. O objetivo será recuperar o aluno ao longo do ano letivo, evitando deixar para o final do ano, o que dá margem a um grande número de reprovações.

25.6. Classificação e Reclassificação
A classificação e reclassificação serão o procedimento que a Unidade adotará para posicionar o aluno em série compatível com a idade, experiência e desempenho adquiridos por meios formais ou informais, independentemente do que registre o seu histórico.
A classificação poderá ser realizada:
– por promoção, para alunos que cursaram com aproveitamento a série anterior na própria Unidade;
– por transferência, para alunos de outras escolas do país ou do exterior, considerando a classificação da escola de origem;
– independente da escolarização anterior, mediante a avaliação que será feita pela Unidade e que definirá o grau de desenvolvimento e de experiência do candidato.
Não haverá classificação para o ingresso na primeira série do Ensino Fundamental.
A classificação e a reclassificação terão caráter pedagógico centrado na aprendizagem e exigirão as seguintes medidas:
– avaliação diagnóstica documentada pelo professor ou equipe pedagógica;
– administrativas para resguardar os direitos dos alunos, da unidade e dos profissionais;
– comunicação ao aluno ou responsável a respeito do processo que será iniciado para obter o respectivo documento;
– organização da comissão formada por docentes, técnicos e direção da escola que efetivará o processo;
– arquivo de atas, provas, trabalhos e outros instrumentos utilizados;
– registro dos resultados no histórico escolar do aluno.
A classificação e reclassificação não serão processadas para etapa inferior a anteriormente cursada.
A reclassificação será adotada somente para alunos já matriculados na Unidade.

25.7. Adaptação
O aluno transferido para a Unidade, com deficiência de carga horária, conteúdo ou disciplina da Base Nacional Comum constante no quadro curricular, será submetido à adaptação. Se o conteúdo ou disciplina constar na série seguinte, não haverá necessidade de adaptação. Ela ocorrerá no nível da série em que estiver faltando.
Para a efetivação do processo de adaptação, a Comissão Administrativa de cada Unidade deverá comparar o currículo, obedecendo as seguintes medidas:
– especificação das disciplinas em adaptação verificando o máximo permitido pela legislação vigente;
– elaboração de um plano próprio, flexível e adequado a cada caso;
– comunicação ao aluno ou responsável a respeito do processo de adaptação;
– acompanhamento do trabalho docente e discente;
– elaboração da ata de resultados;
– registro no Histórico Escolar do aluno;
– registro na Ata de Resultados Finais.

25.8. Revalidação
Para os alunos cujo curso foi realizado no todo ou em parte em estabelecimento estrangeiro, é obrigatória a adequação ao currículo do Estabelecimento, podendo ser feita a reclassificação do aluno, como prevista neste PPP.
Ao aluno proveniente de escola estrangeira ou que tiver cursado ano ou período letivo no exterior, aplicam-se as disposições sobre adaptação e reclassificação.
Para exame e análise da situação de cada aluno, exige-se no ato da matrícula, a apresentação dos seguintes documentos:
– histórico escolar e documento informando sua autenticidade expedido pelo consulado brasileiro no país onde foram feitos os estudos, com firma devidamente reconhecida pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil ou outro órgão público competente;
– certidão de nascimento, a qual pode ser substituída provisoriamente pelo passaporte ou certificado de inscrição consular, no qual constem todos os elementos necessários à identificação do aluno;
– tradução de todos os documentos por tradutor público oficial, se redigidos em língua estrangeira.
O aluno será matriculado na série a que corresponder os estudos realizados, procedendo-se às adaptações ou reclassificação necessárias, merecendo especial atenção e orientação a comunicação em língua portuguesa.
Nos registros escolares, a Unidade registrará a equivalência e aproveitamento dos estudos feitos, bem como a série a que correspondem.

25.9. Equivalência
Haverá equivalência de estudos de componentes curriculares oferecidos na Unidade Escolar de origem que se apresentem idênticos ou conteúdos equivalentes ou valores formativos, em relação aos diferentes componentes curriculares constantes do currículo do Estabelecimento.
Não reconhecida a equivalência, será o aluno submetido à adaptação.
Serão adotadas as seguintes medidas para os alunos transferidos para a Unidade durante o período letivo:
– adaptação dos resultados de avaliação do aproveitamento, aplicando-se, sempre que possível, o critério comparativo de proporcionalidade;
– computação de notas, graus, créditos, conceitos, pontos ou menções, bem como carga horária e número de faltas do aluno, obtidos na escola de origem, quando os conteúdos forem idênticos;
– submissão à adaptação quando não reconhecida a equivalência;
– submissão obrigatória à recuperação, para alcançar os mínimos de aproveitamento, carga horária e freqüência exigidos para aprovação, se necessário.

26. Medidas Pedagógicas
Conforme a gravidade ou a reiteração das faltas ou infrações dos alunos são aplicadas as seguintes medidas pedagógicas:
– advertência verbal;
– advertência escrita;
– solicitação de entrevista com os pais;
– interdição da participação em eventos escolares;
– suspensão das aulas em classe, com atividades compensatórias sob orientação;
– reparação do dano causado involuntariamente ao patrimônio público ou particular;
– retratação verbal ou escrita;
– mudança de turma e/ou de turno;
– cancelamento da matrícula.
As medidas pedagógicas encontram-se pautadas pelo Regimento Interno da Instituição. Este é o documento que fundamenta todas as atividades de cada segmento que compõe o Educandário, estabelecendo os direitos e deveres de cada.

 

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